
Neste 27 de julho, data em que se celebra o Dia Nacional do Motociclista, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) faz um alerta preocupante para o trânsito do Espírito Santo: apesar de uma queda no total de sinistros gerais nas rodovias federais, as ocorrências envolvendo motocicletas continuam apresentando extrema gravidade e letalidade.
Entre janeiro e junho de 2026, o Espírito Santo registrou 1.157 sinistros nas BRs, resultando em 79 mortes e 1.474 feridos. No mesmo período de 2025, haviam sido 1.283 acidentes, com 79 mortes e 1.626 feridos — o que representa uma redução geral de 9,8% nas ocorrências.
Contudo, a situação dos motociclistas vai na contramão dessa queda. O número de sinistros com motos caiu de 724 (no 1º semestre de 2025) para 653 (no 1º semestre de 2026). No entanto, o número de motociclistas mortos aumentou de 38 para 41 vítimas no mesmo período, representando mais da metade do total de mortos nas rodovias federais do Estado.
Perfil das vítimas e horários de maior risco
De acordo com a PRF, os jovens condutores de 18 a 29 anos, especialmente aqueles com até cinco anos de habilitação, são a maioria entre as vítimas. A pouca experiência aliada à exposição a comportamentos de risco contribui diretamente para os indicadores.
Os acidentes concentram-se principalmente nos trechos urbanos das rodovias e nos horários de pico — por volta das 7h e das 18h —, coincidindo com os deslocamentos para o trabalho e para a escola. As sextas-feiras são os dias com o maior número de ocorrências registradas.
Falha humana e infrações recorrentes
A análise da corporação aponta que a maioria dos sinistros é causada por falha humana. Entre todos os tipos de veículos nas rodovias federais capixabas, as cinco principais causas registradas foram:
Ausência de reação do condutor;
Reação tardia ou ineficiente;
Ingressar na via sem observar outros veículos;
Manobra indevida de mudança de faixa;
Não manter distância de segurança do veículo à frente.
Já especificamente entre os motociclistas, as infrações de trânsito mais associadas a acidentes revelam comportamentos de alto risco:
Trafegar até 20% acima da velocidade máxima permitida;
Dirigir sem CNH, Permissão para Dirigir (PPD) ou autorização para ciclomotor;
Pilotar veículo não licenciado;
Pilotar usando calçados inseguros (que não se firmam aos pés);
Conduzir sem capacete ou equipamentos de proteção obrigatórios.
Um dado alarmante destacado pela PRF é que, apenas nos primeiros seis meses de 2026, foram registradas 138 ocorrências envolvendo condutores não habilitados nas BRs do Estado.
Conscientização e prevenção
A PRF reforça que a mudança desse cenário depende de atitudes conscientes, como respeitar a sinalização, manter distância segura, não pilotar sem habilitação e usar equipamentos adequados. Neste Dia do Motociclista, a instituição lembra que a prudência e o respeito às normas continuam sendo os melhores equipamentos de proteção para garantir o retorno seguro para casa.









