Nesta quarta-feira (08) o pescador Luiz Carlos Marinho, de 53 anos, morreu durante a pescaria em alto mar. O corpo foi resgatado pelo pescador que estava no barco com ele e levado até a vila de pescadores, no bairro Perocão.

O corpo de Luiz Carlos foi resgatado do mar e levado no barco onde trabalhava até a Vila de Pescadores, no Perocão. Foto: Whatsapp

A irmã de Luiz Carlos, Angelita Escobar, relatou que além de pescador ele também trabalhava como pedreiro, era viúvo e tinha cinco filhos. Ela esteve no local acompanhando o trabalho da perícia e não soube dizer se o irmão morreu afogado. “Ele saiu para pescar de madrugada e o próprio pescador que estava com ele conseguiu resgatar ele só que ele já tinha engolido muita água e a gente não sabe se foi afogamento ou o que que aconteceu lá dentro, só vamos saber com o resultado da perícia”, disse a irmã emocionada.

O pescador Darci Alves foi quem resgatou o corpo de Luiz Carlos da água. Ele afirmou que quando se deu conta o amigo já estava boiando. “Não vi o que houve. Eu estava sentado atrás e ele na frente. Tenho o costume de sempre está olhando para tudo e quando olhei não vi ele mais no barco. Procurei e ele já estava boiando. Só estava só nós dois e Deus me abençoou que peguei ele”.

Após o resgate, Darci trouxe o corpo de Luiz Carlos para a Vila de Pescadores. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas no local constatou que o pescador já estava morto. Darci acredita que o amigo tenha passado mal antes de cair no mar. “Ele deve ter passado mal porque beber ele não bebeu. Comigo ele nunca reclamou nada da saúde. Mas a gente nunca sabe o que a gente tem”.

O pescador Darci Alves estava com Luiz Carlos neste barco pescando. Ele não soube explicar o que aconteceu para o amigo cair no mar. Foto: Rafaela Patrício

“Ele era um bom amigo de trabalho. Era trabalhador e ia na minha casa direto me chamar para pescar. Às vezes eu nem queria ir, mas ele me chamava para ir trabalhar. Vai fazer muita falta”, disse Darci.

A família ainda não sabe informar quando o corpo será liberado para a realização do velório e sepultamento. “Vou para o IML para resolver a liberação do corpo e ver se conseguimos fazer isso ainda hoje para levar ele para ser velado na casa onde ele morava, que era a casa da minha mãe, no Jabaraí”, afirmou Angelita.