Após três meses de tratamento intensivo para reabilitação, dezoito pinguins que foram encontrados perdidos no litoral do Espírito Santo foram soltos no mar. Nesta quinta-feira, dia 3, um grupo de 18 pinguins-de-magalhães retornou ao mar após ficarem três meses em reabilitação. Esta foi primeira soltura de animais marinhos em 2013 e foi realizada em Iriri, Anchieta onde os animais retornaram para o mar após terem sido encontrados em diversas praias do estado.

As aves, que chegaram às praias brasileiras fracas, com ferimentos e doenças, receberam tratamento no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos do Espírito Santo, que funciona na sede do Iema, em Cariacica. O local foi reformado recentemente e conta com um Centro de Tratamento Intensivo para os bichos.

Um barco levou os pinguins até alto mar para que de lá eles voltassem para casa, percorrendo 3,5 mil quilômetros até a Patagônia, seu habitat natural. A atividade é uma ação do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), com apoio da Windive Atividades Subaquáticas, e parceria com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Mas antes, o grupo de 18 animais fez sua última refeição.

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Atualmente estão em tratamento cerca de 70 pinguins.

O procedimento foi realizado há aproximadamente 20 quilômetros da costa, em meio a uma corrente marítima que segue do Norte em direção ao Sul e que auxiliará os animais durante a jornada.

Atualmente estão em tratamento cerca de 70 pinguins. Os fatores que determinam quando esta ave está apta à soltura são a recuperação da camada de gordura, a capacidade da ave em realizar a impermeabilização das penas e exames de sangue que indiquem ausência de doenças.O Centro de Reabilitação é de responsabilidade do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), por meio Iema.

A iniciativa conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) por meio do Projeto de Monitoramento de Praia, que estabelece que as condicionantes ambientais de empresas de exploração de petróleo sejam direcionadas para a reabilitação de animais encontrados no litoral do Espírito Santo e Norte do Rio de Janeiro.

Pinguins-de-Magalhães
Os pingüins-de-magalhães, Spheniscus Magellanicu, possuem colônias na Patagônia do Chile e da Argentina e se alimentam, principalmente, de peixes como anchova e a sardinha. Durante o inverno, sobem a costa do Atlântico em direção ao Norte, seguindo as correntes marinhas em busca de alimento.

Os animais encalham nas praias quando não acham comida. Nesta situação, se encontram fracos e debilitados, alguns até machucados. Durante a fase de recuperação, cada um deles consome aproximadamente um quilo de peixe por dia, além de medicamentos e fungicidas. Após se recuperarem, são soltos em alto mar, o que normalmente ocorre no município de Anchieta.

Entre os fatores que estão sendo estudados por especialistas para explicar o aumento do aparecimento dos pingüins na costa capixaba está o fenômeno La Niña que influência as correntes marinhas, e a pesca predatória, que diminui a oferta de alimentos.

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Quem encontrar um pinguim, ou qualquer outro animal marinho encalhado, deve ligar para (27) 9865-6975.

Orientações
O Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos disponibiliza um telefone para plantão 24 horas. Quem encontrar um pinguim, ou qualquer outro animal marinho encalhado, deve ligar para (27) 9865-6975.

O instituto também conta com doações de alimentos e medicamentos para os animais. Os pinguins comem sardinha inteira, com cabeça e vísceras, fresca ou congelada.Os biólogos do Ipram aconselham a quem encontrar os animais, que os mantenham aquecidos, em caixas de papelão ou cobertos por papéis de jornal.

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