O Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou, nesta terça-feira (27 de outubro de 2026), que o Governo Federal renovará por mais um mês a subvenção de R$ 2,12 por litro do diesel.
Segundo a pasta, o impacto orçamentário da prorrogação continuará a ser totalmente coberto pelas arrecadações extraordinárias obtidas com a exploração de petróleo. A estimativa elaborada pela equipe econômica indica que a manutenção do benefício terá um custo aproximado de R$ 10,5 bilhões por mês.
Histórico do Pacote de Combustíveis
A ampliação da subvenção ao diesel e ao etanol, bem como a desoneração do etanol hidratado, haviam sido originalmente anunciadas no início de outubro de 2026, logo após o encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais — disputa em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que virou e garantiu a reeleição no segundo turno realizado no domingo (25).
À época do primeiro anúncio, o pacote do governo incluiu ainda a zeração da tributação federal incidentes sobre a gasolina. A desoneração sobre o combustível foi de R$ 0,89 por litro, abrangendo as alíquotas do PIS/Cofins e da Cide, o que elevou o impacto fiscal mensal do trecho de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,7 bilhões.
Financiamento com Recursos Extraordinários
De acordo com as diretrizes do Poder Executivo, todas as frentes do pacote de mitigação de preços dos combustíveis utilizam como fonte de financiamento as receitas adicionais da União geradas pela valorização dos preços do petróleo no mercado internacional.
Com a renovação confirmada nesta terça-feira, o alívio de R$ 2,12 por litro do diesel segue garantido ao consumidor final por mais 30 dias.










