Uma operação conjunta entre as policias Civil e Militar, realizada nesta terça-feira (05), resultou na prisão de uma gangue do bairro Adalberto Simão Nader que além de vender drogas, cometia crimes bárbaros, em Guarapari. Uma parte do grupo é acusada de matar Webson Borges, mais conhecido como “Webinho”, de 32 anos, ateando fogo nele quando ainda estava vivo. O corpo da vítima foi encontrado embaixo do viaduto do bairro Jabaraí, no dia 28 de janeiro.

De acordo com o delegado, Darlysson Moreira da Silva; Yure Daniel, que está foragido, Christian Geremias, Willyan Cardoso Santos e Leone Francisco de Jesus Brito são envolvidos no assassinato de Webson. (Da esquerda para direita).

O delegado titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV), Tarik Souk, explicou que vinha investigando o caso há cinco meses e que estão envolvidos no crime Christian Geremias, de 24 anos, que seria o mandante do assassinato; Yure Daniel, de 26 anos; Darlysson Moreira da Silva, o “Mineiro”, de 19 anos; Willyan Cardoso Santos, mais conhecido como “Bilinha”; um menor de 17 anos; Leone Francisco de Jesus Brito, de 48 anos; Caroline Rocha Manhães, de 20 anos; e sua mãe, Luciléia Rocha Manhães, de 34 anos .

Segundo o delegado, Webson foi queimado vivo porque de um boato.

“Darlysson e o menor atraíram o Webinho para uma determinada residência com a conversa de que eles iriam fazer uma mudança. Lá menor segurou e o Darlysson envolveu um lençol envolta do pescoço dele e ele desmaiou. Aí chegou um veículo em que o Leone estava dirigindo e o Willyan Bilinha no carona. Eles colocaram o Webson em um tonel de plástico e depois dentro do veículo, onde seguiram para o bairro Jabaraí. Lá colocaram gasolina e outros materiais inflamáveis no tonel e o menor ateou fogo quando ele ainda estava vivo. Inclusive, na traqueia tinha fuligem, o que mostra que ele estava respirando no momento em que foi incendiado”, disse o delegado.

Capitão Coelho Dias, da Polícia Militar, e o delegado Tarik Souk. Foto: Rafaela Patrício

Tarik revelou que o crime foi cometido por um boato espalhado pela cunhada da vítima, Caroline e sua mãe, Luciléia.  “O motivo foi um boato que ele guardava armas para um grupo de traficantes rivais, mas era apenas boatos. Ele não tinha passagem e não tinha envolvimento com o tráfico. Estamos em fase de investigação para saber se as pessoas que inventaram esse boato aferiram algo em proveito com essas informações, mas a princípio elas continuarão presas”.

Segundo o delegado, Willyan é gerente do tráfico no Adalberto e foi colocado no posto pelos líderes da facção Yure e Christian. Ainda de acordo com Tarik, Willyan, Darlysson, o menor, Christian e Yure também tem envolvimento na morte de Eugênio de Lima Campos, de 25 anos, que foi espancado e enforcado no dia 09 de março, no bairro Adalberto Simão Nader, por um boato de que teria tentado estuprar uma criança. “Os indivíduos dessa facção criminosa são muito cruéis e covardes. Pegaram as vítimas desprevenidas, estavam em maior número e as executaram de forma cruel”, afirmou o titular da DCCV.

Leonardo Neves Carneiro e Cintia Silva Alves não tem participação no homicídio, mas foram presos com armas e drogas junto com Willyan na casa dele.

Durante a operação desta terça-feira (05) foram presos em flagrante Willyan Bilinha, sua namorada Cíntia Silva Alves, mais conhecida “como Alerquina”, e Leonardo Neves Carneiro, na casa do Willyan. “Eles estavam com armas, munição, cocaína, rádios comunicadores, toucas ninjas e material para embalar droga. Sendo, que o Willyan estava com mandado de prisão em aberto. Ele estava envolvido no homicídio, mas essas duas outras pessoas não”.

Yure Daniel é o único envolvido na morte de Weson Borges que está foragido.

Tarik contou que Darlysson e o menor confessaram que executaram a vítima e Leone e Willyan confessaram o transporte, mas alegaram não saber de nada. Christian já estava preso desde de novembro e ordenou o crime da prisão e Darlysson e o menor estão detidos desde o dia 11 de março pelo assassinato de Eugênio. Já Yure Daniel está foragido e quem tiver informações que ajudem a localizá-lo pode entrar em contato com a polícia pelo 181 (Disque Denúncia), não é preciso se identificar. 

Os detidos vão responder por homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação ao tráfico, posse de arma e munição de uso restrito e corrupção de menores. Somadas, todas as penas passam de 50 anos de prisão.

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