1888548_10201517489298912_7986939623497238220_n
Clebes comemora um ano de vida nova, desde seu transplante de medula óssea.

A quinta-feira (06) foi um dia especial para Clebes Rodrigues, 37, corretor de imóveis do município de Guarapari. O motivo? Ele comemora um ano de vida nova, desde seu transplante de medula óssea, realizado em Jaú, no interior de São Paulo.

No final de 2013, Clebes foi diagnosticado com leucemia e passou por algumas sessões de quimioterapia, que não foram suficientes para acabar com a doença. Sua médica, então, lhe informou que o tratamento não terminaria ali, seria necessário um transplante de medula óssea.

10734012_10201961684403512_7804979150771985591_n
A médica aconselhou que o doador fosse o único homem entre os quatro irmãos: Antônio, 38.

O desespero foi grande, mas a fé sempre falou mais alto. “Descobrir que eu tinha leucemia foi um choque, algo que eu nunca esperava acontecer comigo. O que fez com que eu não me abalasse foi toda a força e o carinho que recebi de minha família e amigos, além, é claro, de crer que Deus estava a frente de tudo”, afirma o corretor de imóveis.

E foi aí que começou a busca por um doador compatível. Clebes tem sete irmãos. Destes, cinco fizeram testes de compatibilidade, sendo que quatro deram positivo. A médica aconselhou que o doador fosse o único homem entre os quatro: Antônio, 38, morador da cidade de Ariquemes, em Rondônia.

“Quando eu soube que seria eu quem faria a doação, fiquei emocionado. É sempre bom poder ajudar alguém, melhor ainda é poder ajudar seu próprio irmão”, conta Antônio. Ele também destaca a importância de se cadastrar como doador: “Isso pode salvar a vida de alguém que está precisando muito”.

Escolhido o doador, o problema passou a ser a espera por uma vaga em algum hospital de São Paulo, que só veio a surgir no mês de julho de 2014. Clebes e sua esposa, Zenilda Pena, fizeram as malas e viajaram para Jaú, sem previsão de quando voltariam para casa.

10500486_10202025370075614_4961087749843260841_n
Clebes e a equipe de enfermagem que o acompanhou em Jaú – SP.

A viagem foi marcada para o dia 20 de julho e o transplante aconteceu no dia 06 de agosto. 17 dias depois, Clebes recebeu a notícia pela qual aguardava: a nova medula estava funcionando. A partir de então, seria como se ele tivesse renascido.Depois do transplante, foram quase cinco meses de acompanhamento médico regularmente, até ele ser liberado para, finalmente, voltar a Guarapari. E não acabou por aí. Um ano depois, Clebes ainda viaja para Jaú a cada 30 dias para realizar exames e passar por uma consulta com a equipe médica que o acompanha desde os primeiros procedimentos.

Seja um doador de medula óssea
Clebes conseguiu um doador dentro de sua própria família, mas não é sempre que isso é possível. As chances de encontrar um doador compatível não aparentado são pequenas (em média, de UMA em CEM MIL), e por isso é muito importante que as pessoas tenham consciência sobre o assunto e se disponham a fazer o cadastro no banco de medula óssea.

O processo é simples: dirija-se ao Hemoes (localizado na Av. Marechal Campos, 1468, bairro Maruípe, em Vitória) e, caso ainda não seja doador de sangue, faça seu cadastro no local. Peça uma ficha para se cadastrar no banco de medula óssea. Após preenchê-la, aguarde ser chamado. Será coletada uma amostra com 5 a 10ml de sangue. Pronto. Você estará cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).

Quem doa sente apenas um incômodo temporário. Quem recebe, uma nova chance para viver.
Para mais informações sobre o processo de doação de medula óssea, acesse: http://www.inca.gov.br.

Reportagem de Gessika Avila