Desde junho deste ano, o município de Guarapari está sem o atendimento de guincho para o caso de veículos que estejam envolvidos em algum tipo de crime. (veja aqui). Na última semana, uma situação no mínimo inusitada aconteceu durante uma ocorrência envolvendo uma motocicleta Honda Biz.
Na noite do dia 13 deste mês, ao fazer patrulhamento pelas ruas do bairro Parque Areia Preta, uma radiopatrulha da Polícia Militar visualizou uma moto, que constava como roubada ou furtada no sistema da polícia. Os militares fizeram a abordagem e levaram os dois ocupantes da moto para prestarem esclarecimentos na delegacia.

Como não havia guincho para levar a moto e o dono não foi localizado, os policiais tiveram que deixar o veículo no local da abordagem. Os suspeitos disseram que trocaram a moto, que tem placa de Anchieta, por um ciclomotor (cinquentinha) e um cordão de prata e ficaram à disposição do delegado de plantão.
Para surpresa dos policiais militares que atenderam fizeram a prisão, a mesma radiopatrulha passou no local depois de registrar a ocorrência e viram, desconcertados, que a moto já não estava onde havia sido deixada. A moto foi roubada de novo!
E não é a primeira vez que fato semelhante acontece. Logo depois que o Governo do Estado, suspendeu o contrato com a empresa de guincho que transportava os veículos apreendidos em Guarapari, outro veículo com restrição de furto/roubo foi encontrado por policiais militares nas imediações do bairro Nova Guarapari, na Enseada Azul.
O veículo estava escondido no meio do mato. Os policiais responsáveis pela ocorrência adotaram os procedimentos normais para tal situação, mas como não havia guincho, os militares tiveram que deixar o veículo onde estava. O dono do carro foi contatado, mas como ele já havia recebido o seguro, não poderia ficar com veículo. A seguradora também foi acionada, mas os dias se passaram e o caro continuava no local. Passados alguns dias, o carro, depois de ser depenado, foi incendiado no mesmo local onde havia sido encontrado pelos policiais militares.
DETRAN. Em nota, o diretor de Habilitação e Veículos do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES), José Eduardo de Souza Oliveira, informou que em atendimento à Lei nº 13.160/2015, que estabelece que os pátios de todo o país devem funcionar por meio de licitação, o órgão está concluindo o edital para contratação de empresa para execução dos serviços de gestão integrada dos veículos apreendidos por razões de infrações de trânsito, incluído serviços de apoio logístico. A expectativa do Detran é de concluir os procedimentos licitatórios no menor prazo possível, atendendo a todos os ditames legais estabelecidos.
E disse ainda que desde o início deste ano, o órgão retirou dos pátios credenciados em todo o Estado cerca de 4 mil toneladas de material ferroso, que correspondem a 20 mil veículos, para entrega no leilão de sucata realizado em fevereiro, e outras 2 mil toneladas, equivalente a 10 mil veículos, serão retirados até o final de setembro. Com essa operação, dos 26 pátios credenciados ao órgão, sete foram totalmente desocupados e devolvidos aos seus proprietários, 11 estão quase que totalmente desocupados e a equipe do órgão iniciará em breve os trabalhos nos outros pátios para separação, descontaminação e compactação de veículos para reciclagem e entrega no leilão que deve ser concluída em setembro.











