Associação afirma que 1500 pessoas perderam empregos e mais de 60 comércios podem fechar em Guarapari

A pandemia completou um ano neste mês de março e, em todo este tempo, diversos comércios foram impactados, afetando fortemente a economia nacional estadual e local. A Associação de bares, restaurantes e casas noturnas (Abrecan) representa um dos setores que mais sofreu neste período, o de alimentação e diversão noturna de Guarapari.

Baixas. Conhecida por ser uma área que cresce e gera vários empregos durante a alta temporada, este setor agora lidera as baixas e corre o risco de ter mais de 60 comércios fechados e tendo que demitir ainda mais funcionários, até o momento segundo a associação, cerca de 1.500 perderam os empregos.

Estima-se que até o momento 1.500 funcionários perderam os empregos, podem ser fechados também mais 60 comércios desta área.

Pessimismo. Marcelo Meira, presidente da Abrecan, comentou sobre a situação e como a pandemia impactou a área, resultando em mais de mil demissões e ameaçando o fechamento de mais 60 comércios do setor de gastronomia noturna.

“O nosso setor já vem sofrendo há um ano, como todos os outros segmentos. Porém, nos últimos 4 meses, a gente está impossibilitado de trabalhar. Vivemos uma situação muito complexa com esses mapas de riscos e restrições de dias e horários de funcionamento, se continuar assim a expectativa é o fechamento de vários estabelecimentos e muitas demissões, nossa área é basicamente de gastronomia noturna, dessa forma a estimativa é que sejam fechados 60 comércios, com mais de 1.500 pessoas demitidas”, contou o presidente da associação.

Verão. Marcelo também relatou que a situação só não foi pior devido ao verão de 2019, quando o comércio pode funcionar livremente e conseguiu obter um faturamento que permitiu segurar as contas por quase um ano.

“Graças a Deus a pandemia não veio no verão de 2019, não sofremos tanto porque captamos recursos nessa época. O problema é que por atos irresponsáveis de alguns governantes de alguns estados, que não adquiriram vacinas, desmobilizaram hospitais de campanha ou até mesmo nem abriram, nós passamos pelo verão de 2020 sem poder trabalhar e estamos vendo uma situação muito complicada para este inverno”, finalizou o empresário.

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