Após a confirmação da morte do motorista Amarildo e a prisão dos suspeitos do crime, diversos colegas e amigos se juntaram para realizar uma manifestação em forma de carreata nesta manhã na cidade de Guarapari. Estima-se que mais de 100 veículos participaram do protesto.
A carreata, que passou por vários bairros da cidade tendo inclusive um buzinaço na frente da Delegacia de Polícia Civil de Guarapari, foi para pedir mais segurança aos motoristas de aplicativo e justiça pelo amigo, que foi cruelmente torturado e assassinado por três homens nesta semana.

Luiz Carlos, um dos líderes do movimento e motorista de aplicativo há 4 anos, comentou sobre a manifestação e sobre os pedidos de justiça e mais segurança para a categoria, já que não é a primeira vez que sofrem crimes enquanto estão realizando uma corrida.
“Nossa luta é por melhorias para a categoria, por mais segurança. Nós estamos reivindicando a morte do nosso colega, que foi trabalhar e perdeu a vida de forma trágica, sendo assassinado. Ele foi morto, sem nenhuma justificativa ou pudor. Os prefeitos, governadores e secretarias de segurança precisam rever isso e dar um apoio para os motoristas de aplicativo, criar identificações para os carros do município e fiscalização para trazer mais segurança para a nossa cidade”, comentou Luiz.
Já de acordo com outro motorista que participou da manifestação, mas preferiu não ser identificado, a população de Guarapari anseia por justiça por Amarildo, servindo como exemplo para todos e para dar a certeza de que irão sair para trabalhar e voltarão vivos.
“Nós manifestamos pela morte do nosso colega, ele foi cruelmente assassinado durante um assalto e, não apenas nós, mas toda a população de Guarapari cremos que será feita a justiça. Precisamos ter a certeza de que vamos sair de casa para trabalhar e voltar para a nossa família”.
Relembre o caso

O motorista Amarildo Amaro Freire, de 52 anos, estava desaparecido desde a segunda-feira de manhã, quando fez contato com a família pela última vez, avisando que o dia estava fraco para os negócios e que iria fazer apenas mais uma corrida para conseguir pagar a gasolina.
Amarildo morava no distrito de Itaoca, na cidade de Itapemirim, mas vinha todos os dias trabalhar em Guarapari. A corrida a qual ele se referia era uma viagem do bairro Itapebussu até Santa Rosa, porém, ao chegar no destino, ele foi rendido pelos passageiros e colocado no porta-malas do veículo.
Os três criminosos levaram o carro até Alto Miguel do Caparaó, na região rural de Guarapari, onde deram um tiro no rosto de Amarildo e o esfaquearam por cerca de 15 minutos, até o motorista morrer.
Os homens foram presos ontem no fim da tarde e, segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Investigações Criminais, Guilherme Eugênio, em dez anos de trabalho nunca havia visto um crime tão cruel e sem motivo quanto este.

“Depois de cerca de 15 minutos de tortura, facadas e espancamento, Amarildo não resistiu e morreu. Os bandidos então, jogaram o corpo dele em um barranco profundo e cobriram com bambu. Se eles não tivessem nos levado lá, provavelmente o corpo nunca seria descoberto, pois mesmo com o cheiro de putrefação, a região é muito distante de tudo”, disse Guilherme Eugênio.
Ainda segundo o delegado, as penas para o crime dos homens pode chegar em 90 anos, com exceção do menor de idade, que terá uma pena reduzida.











