Nesta segunda-feira (30), o filho da policial militar, Geysa Barbosa, aguardou por 5 horas até ser atendido no Hospital Francisco de Assis (HFA). A mãe conta que o menino, de 1 ano, e mais de 20 outras crianças sofreram com a demora.

“Ele estava com febre persistente e tive que levar, a babá já havia dado medicamento, então a febre não estava tão alta, ele recebeu a pulseira verde. Eu cheguei umas 15 horas, e em mais ou menos três horas nenhuma criança foi chamada para o atendimento. Quando chegamos ele seria o quinto a ser atendido, mas já tinha toda a demora, e ainda muitas crianças passaram na frente dele por causa da classificação de risco”, comenta.

O bebê, que estava com febre persistente, esperar por 5 horas até ser atendido.

Geysa fala que além da demora, o bebe estava exposto a outros tipos doenças. “Ele é uma criança de 1 ano, prematuro, é muito vulnerável. Ele estava exposto, lá tinha uma criança com suspeita de caxumba, depois que ela foi atendida, foi descartada a doença, mas e se ela tivesse? Tinham muitas crianças, em uma sala de espera lotada e por muito tempo. Corre o risco de chegar com uma coisa e sair com outra”, ressalta.

A mãe disse que o hospital permaneceu por mais de horas sem chamar nenhuma criança.

Ela fala que os pais ficam sem alternativa para buscar atendimento médico na cidade. “É a única opção de plantão pediátrico na cidade. Até para quem tem plano de saúde tem que ir para lá. Uma mãe chegou às 13h com a criança, aguardou duas horas a mais que eu. Teve um pai que desistiu e foi com o menino dele para um hospital Vila Velha”, lamenta.

Para Geysa, a quantidade de médicos do hospital precisa ser aumentada para atender a demanda. “O atendimento dos médicos é excelente, não tenho do que reclamar, comigo sempre foram precisos no diagnóstico e medicamentos. Mas até chegar neles é muito ruim. Somente dois médicos realmente não dão conta, é preciso haver mais” conclui a mãe.

O Portal 27 procurou o HFA, que através de nota, disse que “O Hospital Francisco de Assis (HFA) registrou nesta segunda-feira (30) mais de 130 atendimentos somente no ambulatório. O aumento, muito comum no início da semana, juntamente com os quadros de infecção viral, também comuns nessa época do ano, geram maior tempo de espera.
A equipe médica é formada por dois médicos pediátricos e dois médicos obstétricos, para os atendimentos a crianças e gestantes, respectivamente, atendendo a capacidade do hospital que é de 100 atendimentos/dia. Como o HFA leva em conta uma classificação de risco a prioridade fica por conta dos atendimentos de urgência e emergência. Já os casos de baixo e médio risco, deveriam ser atendidos nas Unidades de Saúde do município”, afirmou o Hospital.

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