Mesmo com todo o empoderamento feminino entrar em uma igreja vestida de noiva e seguir em direção ao amado no altar ainda faz parte do imaginário de muitas mulheres. E é vendendo doces que o casal Ludmila de Faria Belga, de 30 anos, e Gustavo Del Puppo de Souza, de 19 anos, buscam a realização deste sonho.

“Meu sonho sempre foi casar na igreja direitinho com uma pessoa que eu amava. Já até fiquei noiva antes, mas desisti do casamento. Eu nunca quis casar com essa mesma vontade que tenho agora. Quero muito me casar e não durmo mais porque minha cabeça pensa o tempo todo em casamento. Fico o tempo todo tendo ideias”, afirmou Ludmila.
Ela relatou que eles namoraram e chegaram a romper a relação por um ano porque Gustavo, que trabalha como ajudante de pedreiro, precisou ir morar em Viana. Há 4 meses eles reataram e foram morar juntos, mas o desejo de oficializar o casamento ainda não pode ser realizado por falta de recursos.
Os dois pretendem se casar em março de 2018. Mas, como ela ficou desempregada a venda dos doces foi a saída encontrada para a realização desse sonho. “A ideia surgiu a partir do momento em que perdi meu emprego. Eu tralhava de babá e com esse dinheiro eu estava ajudando em casa e a colocar as coisas em ordem para o casamento. Fiquei muito triste e chorando muito, mas depois decidi levantar a cabeça e como sei fazer um monte de doces resolvi que iria fazer para vender”.

Ludmila disse ainda que inicialmente está fazendo a venda de bolos de pote de qualquer sabor e torta salgada por encomenda, mas que no verão pretende sair pelas ruas vendendo. ” No verão vou comprar um veuzinho, colocar uma camisa com nossa foto e sair vendendo pela praia e comércios. Quero vender chup-chup gourmet e de bebidas, as tortas e os bolos”.
A futura noiva contou que aprendeu a fazer essas delícias em seus antigos empregos. “Não sou confeiteira formada, mas aprendi tudo em uma padaria que trabalhei. Também sei fazer comida de vários países e trabalhei em um restaurante português, onde fui chefe de cozinha aos 19 anos. Sei fazei tudo da culinária portuguesa. Faço o bolinho de bacalhau, bacalhau à moda da casa com creme e carne de carneiro, que em Portugal também é muito usada”.
Com toda essa experiência culinária, Ludmila também afirmou que gostaria de conseguir um novo emprego. “Seria ótimo conseguir um emprego porque com os dois trabalhando seria mais fácil para a gente conseguir casar”.
Enquanto a namorada não consegue um novo trabalho, Gustavo colabora com a venda dos doces. “A pessoa pode ligar para encomendar e passar o endereço que ela faz e eu vou entregar de bicicleta porque por enquanto ainda não temos uma moto para fazer as entregas”, disse Gustavo.

Ela ressaltou que o diferencial dos seus doces é que tudo é fresco. “A pessoa não precisa nem encomendar com antecedência. Quando ela liga eu explico o tempo que vai levar para a entrega porque vou preparar tudo fresquinho. Não gosto de fazer e deixar guardado porque o bolo fica duro e até se você deixar de um dia para o outro não fica tão gostoso. Então faço o bolo e o recheio tudo na hora”.
O casal já alugou o vestido de noiva, o terno do noivo e as roupas das damas e pagens. Mas, ainda faltam muitas coisas para os preparativos da cerimônia e da festa. “Eu mesma vou fazer os doces e para ficar mais barato minha mãe deu a ideia de fazermos um churrasco na festa. Também já ganhei os convites, umas lembrancinhas e a cerimonilaista. Mas, ainda falta muita coisa para pouco tempo e se não conseguir vou ficar muito chateada”, afirmou Ludmila.
Segundo ela, nem mesmo as alianças eles conseguiram comprar. Mas isso também não faz Ludmila desanimar. “Ainda faltam as alianças. Até vi uma de moeda antiga, mas queria a de ouro porque dura mais e como o pastor vai abençoar não queria ter que trocar. Se não tiver jeito, a gente casa com uma simbólica mesmo”.
Mesmo com todas as dificuldades os dois não perdem a esperança de conseguir casar e para isso até fizeram um cofrinho usando um lustre antigo e cano de PVC, onde guardam todas as economias conseguidas com a venda dos doces. “A gente coloca tudo que consegue ali e graças a Deus consegui orçamentos muito em conta então espero que a gente consiga. Entreguei nas mãos de Deus e vou deixar ele trabalhar porque é da vontade dele porque tem muita coisa boa acontecendo para nos ajudar”, disse a futura noiva esperançosa.

Pelos orçamentos que o casal fez eles precisam arrecadar R$ 5 mil para cobrir todos os custos do casamento e como eles vendem cada bolo de pote ou torta por R$ 5,00 vão precisar vender mil doces. Quem quiser ajudar o casal a realizar o sonho de se casar pode fazer encomendas dos doces pelo telefone 99732-4682.











