Durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-SE) em Laranjeiras, Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que indicará novamente o advogado Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome de Messias havia sido rejeitado recentemente pelo Senado, em um episódio histórico.
Para o presidente, o veto da Casa não teve embasamento técnico, pautando-se exclusivamente por conveniências partidárias. Lula defendeu a competência do aliado, classificando-o como “um dos melhores advogados do país”, e ressaltou que ele não possui nenhum impedimento jurídico ou histórico. “Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar. Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”, salientou o presidente.

O peso histórico da rejeição. A decisão do Senado marcou a primeira vez em mais de 130 anos que a Casa rejeitou um indicado ao STF. Para ser aprovado, Messias precisava de pelo menos 41 votos favoráveis dos 81 senadores, mas o Palácio do Planalto sofreu uma derrota por 42 votos contrários a 34 favoráveis.
Articulação com o Congresso. Apesar do revés, Lula reforçou que manterá o diálogo com parlamentares de diferentes espectros ideológicos para garantir o andamento da pauta governista no Legislativo. “Eu preciso dos amigos, dos meio-amigos e dos inimigos quando o projeto é de interesse brasileiro”, disse Lula.
A declaração ocorreu no contexto da retomada das operações da Fafen-SE, em Pedra Branca. A reativação da unidade faz parte do plano federal de investimentos da Petrobras para impulsionar o setor de fertilizantes no país.










