Numa conversa com uma família sobre nossos filhos, concluímos que os pais não podem ficar intrigados com os pais de outras crianças por causa do comportamento infantil de seus filhos pequenos. A criança se comporta como criança e o adulto se comporta como adulto, uma vez que ele mesmo um dia foi criança. Mas não podemos, jamais, exigir que uma criança se porte e comporte como adulto. Criança tem mais é que brincar, pular, gritar, correr, se extravasar. O que não se admite a luz da razão é que o adulto se comporte como criança.

Foto: Divulgação
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A criança vive dentro de um universo paralelo ao nosso. Em suas cabecinhas, o cenário teatral social é outro. Elas brigam, se xingam, se ofendem mesmo e se machucam, até. Contudo, poucos minutos depois estão todas bem, e a gente fica se remoendo e se recalcando por toda uma eternidade, por “coisas de menino”.

Caso não saibamos ofertar uma resposta sábia e cristã para essas cortinas do dia a dia que se abrem diante de nós, no futuro, as crianças se tornarão adultas e seus atos infantis terão ficado, irreversivelmente, para trás.

Contudo, por não termos nos entregue a uma reflexão séria e madura com relação ao tema, a amizade com os pais das demais crianças (que agora são crescidas) ficará segura e tristemente comprometida. Pensemos juntos nisso e deixemos as crianças serem crianças, ao passo que nos tornemos cada vez mais adultos. Na verdade, demoramos para perceber quem é que está educando quem. Os pais carecem se converter muito mais a seus filhos, do que seus filhos a eles. Isso nunca foi tão verdade. Afinal de contas, é muito provável que os adultos aprendam bem mais com as crianças, do que as crianças com eles. É para pensar e mudar.

SérgioKleberson Sergio de Andrade – Pastor Batista, professor de Filosofia, Sociologia, Teologia, Ética e Cidadania, bacharel em Teologia, Pedagogo, pós graduado em Gestão Escolar, Ética, Filosofia, Educação, docência do Ensino Superior, Capelania Hospitalar, licenciado em Filosofia e Sociologia e acadêmico de Psicanálise.

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