Rua sem asfalto é sinônimo de muita dor de cabeça. Quando o ônibus atravessa (se é que essa rua tem ônibus), o poeirão sobe nas alturas, invade as casas, suja o chão, os móveis, trás doenças etc. Há anos, essa é a realidade de muitos moradores, sobretudo, daqueles que residem na periferia da cidade e na área rural de Guarapari.

É impossível manter a casa limpa por causa desse problema. O pior é que devido à crise hídrica no Espírito Santo e no Brasil, não se pode ficar gastando água. A consequência de uma rua não asfaltada vai além da sujeira. Uma rua não asfaltada também trás complicações para a saúde de crianças e adultos.

Há anos, essa é a realidade de muitos moradores, sobretudo, daqueles que residem na periferia da cidade e na área rural de Guarapari.

Aspirar poeira no dia a dia faz mal porque ela pode grudar nas mucosas respiratórias, nos olhos e até na pele. Fora isso, esse pó pode ainda chegar ao pulmão, afetando sua estrutura e elasticidade, gerando doenças, como até mesmo o câncer, afirmam os especialistas.

Quem tem rinite, bronquite ou algum outro problema respiratório, pode sofrer ainda mais com a poeira. Isso ocorre porque o processo inflamatório pode levar a um aumento na produção de secreção, obstruindo as vias aéreas e desencadeando crises respiratórias gravíssimas. Como consequência, os postos de saúde, ambulatórios, hospitais etc., recebem uma demanda maior de pacientes, sobretudo, na época da estiagem. Tudo isso decorrente das ruas sem asfalto.

Triste mesmo é saber que tudo isso seria resolvido com a pavimentação e o saneamento básico, projetos que já foram aprovados no orçamento participativo de gestões políticas anteriores, mas que infelizmente, jamais foram concretizados em Guarapari.

Quem mora em rua sem asfalto, “quando chove, é lama. Quando faz sol, é poeira”. Lamentável e penoso é ter que escutar a sociedade dizer: “A gente pede a prefeitura e não tem resposta, pede a vereador e também não temos retorno. Vamos recorrer a quem?”.