Pais reclamam da demora no atendimento do HFA. Nesta segunda, (14), uma menina de 6 anos esperou por cinco horas para ser atendida. A criança, segundo o pai, estava com um quadro de virose e chegou ao hospital às 14h e só conseguiu ser consultada às 19h30.

O pai da menina, o técnico de comunicações Ademir Neri de Souza, acredita que a demora no atendimento seja pela falta de médicos, já que, de acordo com ele, no momento em que esteve no local, havia somente um médico para atender todas as crianças que aguardavam na fila. “Quando eu saí de lá, a sala de espera ainda estava lotada! Aí fica difícil. A gente fica jogado às traças”, lamentou Ademir.

Ainda de acordo com o pai da criança, havia uma outra criança com classificação de risco que aguardou cerca de duas horas na fila por atendimento. “Eu sai de lá e o pessoal ainda não tinha nem entrado para consulta”, disse Ademir.

O técnico de telecomunicações já está se preparando para encarar a fila novamente, já que a consulta feita ontem não teve resultados sobre as causas da doença da filha.

Na semana passada, a dona de casa Katya Borges, de 29 anos, esperou por atendimento para o filho de 5 anos por sete horas. Ela conta que o menino estava com febre alta, e depois de esperar esse tempo todo, acabou desistindo.

A mãe, que mora em Santa Margarida, chegou ao HFA por volta das 14hs, e depois da longa espera, temeu perdeu o ônibus da volta para casa. “Todo mundo reclama do hospital! Ficar cinco, seis horas na fila não dá! Muita gente foi embora com o filho passando mal”, afirmou Katya. 

Ela conta ainda que chegou a reclamar com a diretora do Hospital, mas a queixa não surtiu efeito e de nada adiantou. A mãe do menino o medicou em casa e ele ainda não passou por uma avaliação médica. “Não adianta fazer um hospital tão grande e não ter estrutura para atender a gente”, reclamou a dona de casa. 

Atualizado as 13h50: O Portal27 procurou a assessoria de comunicação responsável pelo hospital e recebemos a seguinte resposta:

“O Hospital Francisco de Assis (HFA) tem registrado volume superior a sua capacidade, de 140 a 160 consultas pediátricas, sendo que sua capacidade é de 100 atendimentos diários. O motivo do alto volume, é que neste período de julho e agosto, permaneceram as doenças de crises respiratórias que sobrecarregam o atendimento. Devido a grande procura, os pacientes triados no acolhimento como casos não urgentes não estão compreendendo que a prioridade dos serviços é para pacientes com enfermidades classificadas como urgência e emergência. Entre elas: febre alta e contínua, intoxicação, vômitos, diarreias persistentes e outras doenças de início súbito.

Na tarde da última terça-feira (8), por exemplo, uma usuária buscou atendimento no Pronto Atendimento Infantil (PAI) com uma criança com traumatismo craniano e estado grave. Rapidamente os dois profissionais pediatras foram deslocados para a urgência e os atendimentos do PAI foram interrompidos. Graças a esse atendimento a criança foi estabilizada e removida de helicóptero pelo Samu. Por este motivo, pacientes classificados de verdes (baixa complexidade) tiveram que aguardar um pouco mais de tempo.

O Hospital ressalta que a equipe médica formada por dois médicos pediátricos e dois médicos obstétricos, para os atendimentos a gestantes, estão realizando o atendimento normalmente. Os profissionais são orientados a acolher e prestar serviço de qualidade e humanizado a toda a população que busca atendimento.”

Por Cecília Rodrigues

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