O julgamento pelo assassinato da médica Milena Gottardi, em 2017, condenou 6 pessoas como responsáveis pelo crime. O juri decidiu na noite de ontem (30) que o ex-marido da médica, Hilário Frasson, foi o principal mandante do crime, e foi condenado a 30 anos de prisão.
Frasson foi condenado por feminicídio, fraude processual e homicídio qualificado. Recebeu a pena máxima, de 30 anos de reclusão, e perdeu o cargo de policial e o poder familiar.
O ex-marido da médica Milena Gottardi também teve seus bens bloqueados pela Justiça estadual nessa semana. Mesmo sendo o mandante do assassinato da esposa, Hilário Frasson tem direito a 50% dos bens de Milena, incluindo a herança que ela recebeu do pai.

Com a morte da médica, 50% de seu patrimônio deverá ser dividido em 50% para Hilário e 50% para as duas filhas, do casal, que hoje têm 5 e 13 anos.

A decisão é do juiz da Primeira Vara Criminal de Vitória, no último domingo (29), que atendeu o recurso apresentado pela família da vítima.
“Em razão do covarde crime praticado por Hilário, foi pedido o bloqueio de seus bens”, explicou o advogado da família, Renan Sales. “É um absurdo um homem matar a esposa e, em razão do regime de comunhão de bens, ter direito à sua herança”, concluiu.
Foram bloqueados os seguintes bens:
- 50% do apartamento localizado na Praia do Canto
- 25% do terreno do sítio Três Irmãos, situado em Ibiraçu
- 25% do terreno rural situado em Ibiraçu
- 25% do terreno urbano situado em Fundão.
Os seis condenados, além da prisão, terão de indenizar, juntos, a família de Milena Gottardi em R$700 mil. De acordo com o Ministério Público Estadual, o motivo do crime foi porque Frasson não aceitava a separação, nutrindo nele um “sentimento de ódio” contra a ex-mulher.
Milena era casada há 13 anos com Hilário Frasson, com quem tinha duas filhas, na época do crime: uma com 9 anos, e outra com 1 ano e 10 meses. Deixou registrada em cartório uma carta, relatando medos e angústias do que poderia vir a acontecer no caso de uma separação.











