Diversos profissionais odontológicos de Guarapari alegam não terem sido chamados para a campanha de vacinação e reclamam sobre a falta de informações disponíveis sobre a data ou sobre o plano de imunização da cidade (que segue o modelo definido pelo estado).

A dentista Giane Bodart, dentista e moradora de Guarapari, entrou em contato com o Portal 27 e comentou sobre o alvo das reclamações da categoria e o motivo da revolta, já que, segundo ela, apenas os profissionais odontológicos que trabalham no serviço públicos estão sendo imunizados.

Os profissionais odontológicos questionam o motivo pelo qual ainda não foram vacinados.

“Este é um movimento de dentistas que estão sendo excluídos pelo município na vacinação, nós somos profissionais de saúde e ainda não recebemos nem informações sobre a data que seremos imunizados, somos um grupo ignorado”, relatou Giane.

Ainda de acordo com a dentista, os colegas profissionais de outros municípios do Espírito Santo conseguiram receber o imunizante, já que foram inclusos como saúde de linha de frente.

“Por lei, nós estamos no 1º grupo de profissionais da saúde, nós mexemos com máscara, fluídos, saliva, aerossóis, por isso é de extrema necessidade que nós sejamos vacinados. Somos um serviço essencial e não podemos parar, colegas nossos de cidades vizinhas conseguiram ser imunizados e nós aqui passamos por essas dificuldades e falta de informação”, finalizou Giane.

O outro lado

Procuramos a Prefeitura de Guarapari para que fossem elucidados os motivos pelos quais estes profissionais ficaram de fora e a reclamação deles sobre a falta de informações sobre o plano de imunização.

Prefeitura alega que apenas profissionais da saúde cadastrados no CNES poderão ser vacinados neste momento.

A Prefeitura nos respondeu com uma nota e afirmou que, de acordo com a Portaria Estadual, somente profissionais que possuam registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde poderão ser vacinados neste primeiro momento. Sobre a falta de informações, afirmaram que a Secretaria Municipal de Saúde está à disposição para tirar qualquer dúvida que envolva a vacinação. Confira a nota abaixo:

“Conforme Portaria Estadual Nº 030 de 13 de fevereiro de 2021, que Complementa a Cib.013, somente profissionais de saúde vinculados a Estabelecimentos de Saúde (CNES) podem ser vacinados, caso contrário, não está autorizada a vacinação para estes profissionais, segundo orientações do Programa Estadual de Imunização.

Sendo assim, caso suas clínicas ou consultórios privados não tenham cadastro de Estabelecimento de Saúde, serão contemplados posteriormente, conforme orientação do Estado.

A Secretaria Municipal de Saúde está à disposição para esclarecimentos sobre qualquer situação que envolva a vacinação.”

Secretaria Estadual de Saúde

Procuramos também a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), para que fossem esclarecidos os pontos da portaria estadual. Na nota enviada, o órgão reforçou que apenas os profissionais com registro no CNES poderão ser imunizados neste momento. Confira a nota:

“A Secretaria da Saúde informa que os grupos prioritários para vacinação Covid-19 são definidos pelo Ministério da Saúde, e o cronograma do Espírito Santo segue a indicação do Plano Nacional de Vacinação.

Informa ainda que de acordo com a Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nº 13/2021, publicada no dia 10 de fevereiro e atualizada em edição extra publicada no Diário Oficial do dia 13 de fevereiro, entende-se como profissionais/trabalhadores da saúde aqueles dos serviços exclusivos de saúde, conforme Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES, que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância em saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais, compreendendo tanto os profissionais da saúde quanto os trabalhadores administrativos e de apoio, ou seja, todos aqueles que trabalham nos serviços de saúde.

Como comprovação para vacinação dos profissionais/trabalhadores da saúde deverá ser apresentado um dos documentos abaixo relacionados:

I. crachá + declaração do serviço de saúde onde atua;

II. contracheque;

III. contrato de trabalho;

IV. carteira de trabalho;

V. carteira do conselho de classe + declaração do serviço de saúde onde atua”, finalizou a Sesa.

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