JB Padrão
Ribero e Padua
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Estamos tão acostumados a sermos vigiados pelo “Politicamente Correto” que se torna quase impossível sabermos quando estamos sendo honestos com nós mesmos – não raro pensamos coletivamente de uma forma e agimos individualmente de outra. Então corra para seu espelho, feche a porta, desligue as redes sociais (rsrs), respire fundo, será só entre você e sua consciência, e responda:

1 – Assaltaram uma residência e a polícia prendeu 06 pessoas para interrogatório, 05 delas são brancas e 01 negra. De quem é a culpa?

2 – Uma grande loja de departamento abriu 01 vaga para Gerente do sexo feminino – 10 mulheres preencheram os formulários, 09 eram negras e 01 branca. Quem ficou com a vaga?

É fácil saber por quais respostas estereotipadas optamos, basta olhar as estatísticas, principalmente a do desemprego. Infelizmente o que escrevo não é mi mi mi, é mu mu mu… “mu” de muita REALIDADE.

Hoje, 20 de novembro, se comemora o “Dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra”. Qual reflexão fazer? A minha é que se a prática do blá blá blá fosse substituída por “Consciência Humana” todos os racismos inexistiriam, mas somos muito egoístas para tal predileção – somos humanos, precisamente da espécie “homo sapiens”, espécie que fez e faz do ódio sua arma de sobrevivência.

Por qual razão precisamos de um dia para lembrarmos que todos somos farinha do mesmo saco? Outra resposta simples: Somos cegos para a realidade… para qualquer realidade. Principalmente se a tal realidade não parece ser da nossa conta.

O fato é que se eu ou você aceitássemos trocar de pele com um NEGRO, inverter as realidades, por um dia apenas, como fez Dioníso II com o cortesão Dâmocles, veríamos a todo momento o quanto a sociedade é perversa com sua espada (a espada de Dâmocles) que paira sobre a cabeça do negro, a julgar e a lhe insultar – veja o caso do Jornalista da Globo William Waack que reclamou em vídeo de uma buzina como “coisa de preto”… e… e se você é mulher negra, então sentirá mais do que nunca o “Dilema da espada negra de Dâmocles”.

A revista Glamour citou 22 frases que toda mulher negra está cansada de ouvir… eis algumas: “Eu não sou racista, minha melhor amiga é negra”. “Você é uma negra muito bonita”. “A sua beleza é tão exótica”. “Quando você sai com o cabelo preso fica mais elegante”. “A moça que trabalha lá em casa usa o mesmo penteado que o seu”. “Você alisaria o cabelo, pois a vaga não tem o seu perfil”.

O Twitter mais compartilhado de todos os tempos é do ex presidente Obama que reflete bem como devemos lidar com esta questão de Consciência – disso ou daquilo – ele reproduz um pensamento de Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar”.

Parafraseando Mandela (e eu acredito nisso): Ninguém nasce com a consciência negra, branca, parda, azul ou amarela. Todos nascemos com todas as cores e podemos ser ensinados, todos os dias, a pintar um mundo cuja consciência seja multicolorida… e não apenas negra.

P.S.: Você deve estar se perguntando como eu responderia as duas perguntas lá de cima. Ora… eu responderia que também sou humano e falho muitas vezes… muitas… mas a cada dia estou trocando mais de peles, sentindo o que as outras pessoas sentem – creio que assim posso ser melhor com a minha consciência.

Ideally
Camara Municipal de Guarapari – Participe

Institucional MAllagutti
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