De acordo com informações conseguidas pelo Portal27, dois inquéritos policiais estão abertos para investigar os vereadores de Guarapari.

Estes inquéritos seriam relativos a supostas irregularidades no processo de aprovação de projetos e outras denúncias que chegaram ao conhecimento da policia. A investigação está a cargo do delegado Luiz Carlos Pascoal, titular da Delegacia Patrimonial de Guarapari.

Vereadores foram contrários ao projeto.
Todos os vereadores serão ouvidos.

Segundo o delegado, a Câmara foi notificada e os parlamentares já começaram a prestar depoimentos. Hoje (9), os vereadores Gedson Merísio, (PSB) e Anselmo Bigossi (PTB) foram ouvidos no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Guarapari.

Além deles, outros onze parlamentares serão ouvidos, afirmou Pascoal.  “Nós vamos ouvir os vereadores nesta semana e na outra, além de testemunhas para depois concluir o inquérito. O que posso adiantar é que a investigação é sobre a irregularidade na aprovação de projetos para realização de serviços, e outras denúncias”, disse Pascoal.

Explicações. O vereador Gedson Merisio, não quis dar detalhes do seu depoimento para não atrapalhar as investigações. “Eu estou tranquilo, porém acho que está na hora de separar o joio do trigo”, disse Merísio. A reportagem não conseguiu falar com o vereador Anselmo que também foi ouvido hoje.

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Vereadores estão indo depor no DPJ durante esta semana.

 Thiago Paterlini (PMDB) disse que já foi intimado e reconhece que se há investigação é por que aconteceu algo que precisa ser esclarecido. “Meu papel é legislar, fiscalizar e deliberar, se algo aconteceu, além disso, eu desconheço”, disse Paterlini.

Marcado para prestar depoimento na próxima semana, Dito Xaréu (PTB) disse que a apuração tem que ser feita. “Se existem culpados tem que pagar”, comentou Dito.

A vereadora Fernanda Mazzeli (PSD), presta depoimento amanhã e disse que é a primeira vez que entra numa delegacia. “Faz parte da vida política prestar depoimentos, porém eu nem imagino o que seja e estou com minha consciência tranqüila”.

Germano Borges (PSB) relembrou que foi eleito junto com seus colegas com a proposta de moralizar a Câmara. “Se houver uma confirmação a Câmara não deve aliviar, não queremos nada encoberto”, disse Germano.

A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara, Wanderlei Astori (PDT) e os demais parlamentares, mas os telefones ou davam desligados ou a ligação ia direto para caixa postal. O delegado disse que tem trinta dias para concluir o inquérito, mas pretende terminar antes. Pascoal não quis dar detalhes para não atrapalhar nas investigações.

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