O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou o início do horário de verão para as 0 hora do dia 20 de outubro de 2013. Neste período, moradores de estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm de adiantar os seus relógios em uma hora até o dia 16 de fevereiro de 2014.

O estado da Bahia (que participou do horário de verão em 2012) não fará parte do programa este ano, conforme confirmou o governador baiano, Jaques Wagner.

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Como ficam os estados

Com a mudança de horário, os fusos do Brasil se organizam da seguinte forma em relação ao horário da capital do país:

– 2h: os estados do Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia ficam duas horas atrás do horário de Brasília;

– 1h: os estados do Nordeste (inclusive Bahia), Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul continuam com uma hora a menos do que o horário da capital federal;

0h: as regiões Sul e Sudeste, mais o estado de Goiás, adotam a mesma hora de Brasília durante o horário de verão.

Nesta época do ano, moradores de estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm de adiantar os seus relógios em uma hora, exceto o estado de Tocantins.

Desse modo, os relógios serão adiantados em uma hora a partir do dia 21 de outubro. O fim do horário de verão será no dia 16 de fevereiro de 2014, em que os relógios serão atrasados em uma hora.

Por que existe o horário de verão

O horário de verão é adotado nesta estação pelo fato de os dias serem mais longos, devido à posição da Terra em relação ao Sol. Isso faz com que as luzes sejam acesas mais tarde, e faz dessa medida uma forma eficiente de se economizar energia.

O horário de verão só se aplica nas regiões mais afastadas da Linha do Equador. Já para as regiões mais próximas desse ponto, os dias e as noites têm a mesma duração durante todo o ano, fazendo com que essa prática alcance resultados menores ou até mesmo não alcance vantagens em economia.

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Pôr do sol em Anchieta. Foto Wilcler Lopes.

Quais os resultados na economia

A economia gerada equivale a 2mil megawatts, o equivalente a 3 turbinas de Itaipu, ou ainda o consumo de Brasília e Belo Horizonte juntas, durante o horário de pico.

O último horário de verão durou 133 dias, reduzindo em 4,6% o consumo no horário de pico nas regiões onde foi praticado (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, além da Bahia).

Houve participação de 11 estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Bahia, além do Distrito Federal.

Ao todo, estima-se que a economia tenha sido de R$ 160 milhões, em todo o país. O DF economizou 2,3 mil megawatts/hora, de acordo com o governo durante o último horário de verão. A Companhia Energética de Brasília (CEB) explica que os resultados representam uma redução de 0,4% do consumo geral do DF.

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De onde veio o horário de verão

A ideia foi lançada em 1784 por Benjamim Franklin, político e inventor americano, quando não havia ainda luz elétrica. De início, não teve muita aceitação por parte do governo dos Estados Unidos. De fato, o primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha, em 1916, em plena Primeira Guerra, para economizar os gastos com carvão.

No Brasil, o primeiro horário de verão foi realizado entre 1931 e 1932, pelo presidente Getúlio Vargas, com duração de 5 meses. A prática vem sendo adotada sem interrupções desde 1985, com algumas diferenças nos estados e períodos de duração.

Somente em 2008, o decreto 6558, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, definiu as datas para a mudança de horário e fixou a duração da medida em quatro meses.

Assim, ficou estabelecido que o horário de verão começa no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. A única exceção ocorre quando o terceiro domingo de fevereiro coincidir com o domingo de Carnaval. Nesse caso, o horário de verão termina no quarto domingo de fevereiro.

Os benefícios e os problemas do horário de verão

Diminuição dos riscos de restrição de carga no horário de pico e melhores condições para aproveitamento das capacidades de geração das usinas;

Preservação do meio ambiente, evitando a poluição que seria produzida pela queima de combustível fóssil para geração de energia de origem térmica;

Melhoria na qualidade de vida da população, pelo melhor aproveitamento da luz solar, com dias mais longos para o lazer e maior segurança ao entardecer.

Efeitos na pessoa

Críticos do horário de verão alegam que a mudança de horário provoca alterações no relógio biológico das pessoas mais velhas, causando prejuízos à saúde.

Outro fator que causa transtornos na mudança de horário é a programação de televisão, que segue o horário oficial de Brasília, fazendo com que os estados que não adotam horário de verão, precisem se adaptar à mudança.

Impactos do horário de verão nos equipamentos eletrônicos

Até a publicação do decreto 6558, a alteração de horário causava transtornos para os sistemas de informática e telefonia, devido à atualização das programações de computadores, telefones celulares, relógios e outros aparelhos eletrônicos.

Mesmo depois do decreto, ainda há complicações, pois o início do horário de verão é atrelado à data do Carnaval, que varia de ano em ano.

Por isso há dificuldade de se desenvolver um sistema de ajuste automático.  Para evitar contratempos, é preciso estar atento às configurações de horário e data dos aparelhos eletrônicos, para certificar-se de que a alteração tenha sido feita.

 Fonte: Portal EBC

 

 

 

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