Não é de hoje que os moradores de Meaípe e Condados estão sofrendo com a insegurança na região. Relatos de furtos e roubos são constantes e muitos já evitam de sair de casa em determinadas horas do dia.

“Todos os dias temos relatos de furtos em domicílio, roubo a pessoas na rua… Hoje mesmo teve uma tentativa de invasão a uma igreja em Meaípe. A zeladora chegou para trabalhar e deu de cara com um homem em cima do muro já se preparando para entrar. Ele viu a zeladora e voltou para a rua e anda ficou olhando para ela. No domingo um vizinho sofreu uma tentativa de assalto. Um homem parou a moto do lado dele e só mostrou a coronha da arma, que estava na cintura. O menino saiu correndo e conseguiu escapar”, contou Marcus Ely, morador de Meaípe.

Ely relatou que apesar dos inúmeros casos recentes, um problema cultural ainda persiste. As vítimas não ligam para a polícia e com esta prática as autoridades competentes não ficam cientes dos problemas. “Infelizmente a polícia acaba não sabendo da maioria dos casos porque os moradores acham que não valem à pena acionar o Ciodes, principalmente quando o criminoso não consegue finalizar o crime”.

Procuramos o setor de comunicação do 10º Batalhão para comentar sobre as reclamações dos moradores. O capitão Lourencine explicou que a PM faz rondas constantes na região, mas que é importante a população fazer o registro do crime.

“Nós encaminhamos para a delegacia uma média de 200 pessoas por mês. Infelizmente, nos crimes de furto e roubo onde não há risco iminente de vida para a vítima, os bandidos acabam sendo soltos por causa da atual legislação penal. É muito importante que a população faça os boletins de ocorrência. Sem eles a Polícia não toma conhecimento do crime e não sabemos que o crime está acontecendo em determinada região. Para se ter uma ideia, nos meses de agosto e setembro deste ano, apenas três boletins de ocorrência foram registrados na região, sendo dois em Meaípe e um em Condados”, concluiu o capitão.

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