Os seis pescadores, que ficaram à deriva em alto-mar por 16 horas, seguem para o balneário de Ubu, município de Anchieta. O grupo pode levar até cinco dias navegando para reencontrar os familiares.
Arildo Muqui Ribeiro, 64 anos, pai de dois pescadores e dono da embarcação, é um dos familiares que aguarda ansiosamente a chegada do grupo em terra. A previsão é de que eles cheguem no começo da próxima semana.

No último contato feito ontem com os filhos Arildo Filho, 32, e Haiala Ambuzeiro, 36, eles informaram ao pai que conseguiram rebocar o barco que naufragou e seguem lentamente para casa. “Eles estão vindo bem devagarzinho para não danificar o casco do barco. Eles foram rebocados pela embarcação do meu outro filho que também seguia para pescar em alto-mar”, disse o pai.
O naufrágio da embarcação em que estavam, Anízio Pai II, aconteceu na noite da terça-feira, quando o grupo viajava para pescar em Abrolhos, na Bahia. O grupo foi encontrado na manhã de quarta-feira por um outro barco.

Além dos filhos de Arildo, também estavam na embarcação Rian Luiz da Costa, que estava indo pescar pela primeira vez, João Felipe, Aloísio e Jhonatan. Quando perceberam que a embarcação estava enchendo de água, os pescadores conseguiram pedir socorro pelo rádio e foram ouvidos pela tripulação de outro barco que pescava na região.
Os pescadores da embarcação que localizaram inicialmente o barco que naufragou, realizaram o mergulho, e identificaram que os coletes e o bote salva-vidas não estavam presos ao barco.
O bote com os seis pescadores foi localizado há alguns metros do barco que naufragou. Para Arildo, esse será o principal natal da família. “Depois desse susto, nós só aguardamos pela chegada deles para a comemoração. Com certeza nosso Natal será diferente e mais especial”, declara o pai.










