A Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil deflagraram nesta terça-feira (05/07) a Operação CAXANGÁ, para desarticular a organização criminosa suspeita de sonegação fiscal milionária no setor de plásticos e embalagens no Espírito Santo e em outros estados da região sudeste.

Buscas estão sendo efetuadas nas empresas beneficiárias e nas residências dos operadores do esquema. Foram expedidos, pela 2ª Vara Federal Criminal de Vitória, 09 mandados de busca e apreensão, sendo 03 em Colatina (ES), 02 em Vila Velha (ES), 02 em Guarapari (ES), 01 em Vitória (ES) e 1 no Rio de Janeiro (RJ). Participaram da operação 30 servidores da Receita Federal e 44 policiais federais.

policia federal As investigações tiveram início a partir de cruzamento de dados em que foram identificados fortes indícios de crimes contra a ordem tributária em empresas com elevada emissão de notas fiscais sem o correspondente pagamento dos tributos devidos. Com a participação da Polícia Federal, passou a ser apurada, em tese, a prática dos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Entenda o caso:

A fraude consistia na criação e utilização de empresas de fachada para emissão de notas fiscais (Empresas “Noteiras”) que lastreavam operações de venda de plásticos e embalagens plásticas para todo o território nacional.

Tais empresas, somente no estado do Espírito Santo, teriam movimentado em torno de R$ 460 milhões e teriam emitido mais de R$ 230 milhões em notas fiscais de saída, nos últimos 5 anos.

Fraude pode superar R$ 500 milhões

As autoridades fiscais estimam que o faturamento total oculto pelas empresas participantes do esquema criminoso supere R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais) nos últimos 5 anos. O prejuízo aos cofres públicos dos estados e da União está sendo apurado pelas instituições.

A operação foi batizada Caxangá em referência ao jogo infantil de cantiga de roda “Escravos de Jó”. Ao ritmo da música, iniciam a brincadeira de passar o objeto que está na mão direita para o vizinho da direita, e receber com a mão esquerda o objeto do vizinho da esquerda, trocando-o rapidamente de mão, na passagem do famoso verso “tira, bota”. Faz uma alusão à atuação do grupo e sua rapidez em criar e fechar novas empresas constituídas por “laranjas”, dificultando a atuação do fisco.

*com informações da Polícia Federal