Polícia prende três envolvidos na morte de PM em Guarapari

Menos de 24 horas depois do crime, três pessoas foram presas, na tarde de ontem (04), acusadas de envolvimento na morte do sargento da reserva da Polícia Militar de São Paulo, que ocorreu no domingo (03) na Praia de Setiba, em Guarapari. O menor que efetuou os disparos que mataram o PM ainda está foragido.

Desde o início da tarde, policiais da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) de Guarapari, com o apoio de policiais militares, fizeram diligências no bairro São Gabriel, onde todos os suspeitos moram. No fim da tarde, depois de todos identificados e localizados, as prisões começaram a ocorrer.

Rodolfo (e) e Diego foram presos na tarde desta segunda-feira por participação no crime. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Rodolfo (esquerda) e Diego foram presos na tarde desta segunda-feira por participação no crime. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Foram detidos Rodolfo Rodrigues Neves e Diego Santos Bidú, ambos de 20 anos, e um adolescente de 17 anos. De acordo com o delegado titular da DCCP, Daniel Belchior, a participação de cada um no crime é específica.

“Rodolfo foi quem avisou que havia na praia um homem com um cordão de ouro. Ele estava lá especificamente para encontrar potenciais vítimas e avisar aos comparsas”, explicou o delegado.

Depois de dada a “fita”, dois menores – o detido e outro que está foragido – foram com uma moto Honda Twister até a Praia de Setiba, cometeram o assalto e um deles acabou matando o PM.

O menor detido foi quem pilotou a moto e observou de longe o assalto e o homicídio. Já Diego deu fuga ao menor que matou o policial depois de abandonarem a moto que usaram para chegar à praia.

A Polícia chegou até os suspeitos depois de identificarem o dono da motocicleta. O cordão roubado na praia e a arma usada no crime ainda não foram localizados. “A arma usada já sabemos que foi um revólver calibre 32. O cordão, ao que parece, foi vendido pelo menor, mas ainda não identificamos o comprador”, disse Belchior.

O menor acusado de matar o policial ainda está foragido, mas já foi identificado pela Polícia e está sendo procurado.

Defesa

José Henrique Júnior, advogado de defesa do menor detido e de Diego, disse que seus clientes confessaram a participação de cada um.

“Primeiro quero parabenizar a Polícia pelo trabalho rápido. Meus clientes assumiram seus erros, mas devo frisar que o menor que estava com o atirador não sabia que a situação iria culminar na morte do policial. Já o Diego foi enfático em afirmar que não fazia ideia de que o policial havia sido morto. Ele apenas foi dar carona para um conhecido. Os dois estão arrependidos do que fizeram”, destacou o advogado.

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