Amélio Luis dos Anjos, 21 anos, irmão de Darlan Cordeiro dos Anjos, 29, morto ontem durante uma troca de tiros que deixou um policial civil baleado, Jeferson Batista Martins, 20, uma adolescente de 17 anos, namorada de Jeferson, Darlatiel de Souza Bernardo, 18, e Maicon Leal da Silva, 24, foram detidos na tarde de ontem e encaminhados para o Centro de Detenção Provisória em Guarapari.

Jeferson foi reconhecido pelas vítimas que foram feitas reféns durante o assalto.

Os cinco foram autuados por associação criminosa e segundo o delegado Marcos Nery, titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, o grupo é suspeito de ter feito 20 pessoas reféns na semana passada durante um assalto a uma fazenda na comunidade de Aldeia Velha, interior de Guarapari.

“Um dos celulares das vítimas estava sendo utilizado por um dos suspeitos e tivemos acesso ao registro de fotografias que chegavam para a pessoa através do rastreador. As fotos chegavam por e-mail e ela ia nos mandando”, explicou. Os veículos roubados no dia da ação foram recuperados.

O grupo era procurado pela polícia de Minas Gerais.  A quadrilha segundo o delegado Tayrony Espíndola, da Agência de Inteligência da 4ª Delegacia Regional de Muriaé, era especializada em sequestro e assaltos, e agia na região de Muriaé e Carangola, em Minas Gerais.

“Os criminosos estavam sendo procurados por nós em Minas Gerais e o grupo já tinha mandado de prisão pendente por conta de um sequestro que foi praticado em Carangola. Na época eles foram perseguidos e já tinham trocado tiros com os civis. Por conta desse embate que estávamos tendo lá, eles fugiram para Guarapari porquê da namorada de um deles que mora aqui”, explicou.

Para o delegado de MG, a quadrilha se aproveitou da falta de policiamento na cidade. “Pelo fato de não serem conhecidos da polícia local, eles transitavam com certa facilidade aqui. Pela manhã eles frequentavam a praia e à noite eles praticavam os crimes. Eles já estavam se sentido tão à vontade que o Darlan, o que foi morto, já estava fazendo contato com outros criminosos para virem para Guarapari”, disse Espíndola.

O grupo andava fortemente armado. Na casa onde eles viviam em Guarapari, a polícia encontrou um mosquetão calibre 762 de uso restrito do Exército, um revólver, munições, toucas ninjas e coletes balísticos. E com Darlan, o homem que foi morto durante a troca de tiros, estava uma espingarda calibre 12 e na cintura de foi encontrada uma pistola 380.

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