Na capital do Espírito Santo, o governador eleito Renato Casagrande (PSB) e a vice-governadora eleita Jacqueline Moraes (PSB) tomaram posse dos cargos na tarde desta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa. 

A cerimônia, que foi dividida em duas partes, começou às 14h30 e reuniu cerca de 400 convidados, entre políticos e autoridades do estado. A declaração de posse foi dada pelo presidente da Assembleia, o deputado estadual Erick Musso (PRB).

Jaqueline e seu marido, Casagrande e sua esposa e Paulo Hartung e sua esposa. Foto: Leonardo Duarte / SECOM-ES

Em seguida, às 16h, no Palácio Anchieta, no Centro da capital, foi iniciada a solenidade de abertura da gestão do governo do Espírito Santo. O agora ex-governador Paulo Hartung passou a faixa para Casagrande, em seguida deixou a sede do governo estadual com a esposa, como de praxe na cerimônia.

Renato Casagrande venceu a eleição para o Governo do Espírito Santo ainda no primeiro turno, com 55,49% dos votos válidos. Esta é a segunda vez que ele assume o cargo de governador do Estado.

Durante a cerimônia, na Casagrande relembrou acontecimentos e feitos de quando assumiu o governo pela primeira vez e também falou sobre as obras paradas, desemprego e falta de investimentos no Estado durante o governo Hartung. “A partir de hoje, vocês terão um governador disposto a valorizar as instituições públicas, e estou muito confiante na equipe que estamos montando. Lutaremos para que o governo federal cumpra com suas obrigações para com o Espírito Santo”.

Jair Bolsonaro saúda o povo depois de receber a faixa presidencial. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Brasília. Em Brasília, logo após fazer o juramento de posse no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro foi empossado às 15h10 presidente do Brasil. Ele jurou “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil.” O mesmo foi feito por seu vice, Hamilton Mourão.

Em seu primeiro discurso como presidente da República, Bolsonaro, em cerca de dez minutos, anunciou, sem detalhar, que fará reformas estruturantes e criará um circulo virtuoso de confiança na economia. Ele pediu o apoio do povo unido e do Congresso para reconstruir o país. Segundo ele, os “enormes desafios” poderão ser superados com a “sabedoria de ouvir a voz do povo.”

“Aproveito este momento solene e convoco os congressistas para me ajudar na missão de restaurar e de reeguer a nossa pátria. Libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e submissão ideológica”, afirmou. “Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combatendo a ideologia de gênero, resgatando os nossos valores. O Brasil passará a ser um país livre das amarras ideológicas”, acrescentou.

Ao começar a ler, de óculos, seu pronunciamento, o presidente saudou as autoridades e chefes de Estado presentes e sua família, em especial a esposa Michelle – a quem, fez questão de destacar, conheceu na Câmara dos Deputados. Além de reafirmar o tom de seu discurso de campanha, Bolsonaro reiterou o compromisso com pontos de seu programa de governo, como a defesa do porte de armas, o apoio à ação dos policiais e das Forças Armadas, o redirecionamento da política externa e mencionou ainda eventuais mudanças na educação pública.

“Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação nem divisão. Daqui adiante nos pautaremos pela vontade soberana dos brasileiros que querem boas escolas capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para militância política, que sonham com a liberdade de ir e vir sem ser vitimados pelo crime, ” enumerou.

Bolsonaro destacou a questão do porte de arma, que pretende autorizar, segundo já anunciou, por meio de decreto presidencial. “O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legitima defesa.”

Fonte: Agência Brasil 

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