Os professores da rede municipal de ensino de Guarapari realizaram uma assembleia na manhã de hoje (08) na Praça Philomeno Pereira Ribeiro (Praça da Itapemirim) para votar a contraproposta de reajuste salarial apresentada pela prefeitura.

Os professores pedem um reajuste salarial de 13,01%, mas em reunião realizada ontem entre representantes da prefeitura e do sindicato dos professores, a prefeitura apresentou a contraproposta de apenas 7,5%.

Na assembleia hoje, os professores resolveram não aceitar o reajuste oferecido pela prefeitura e farão uma nova tentativa de negociação. “Fazemos um apelo ao prefeito para priorizar os educadores da rede municipal. Hoje o professor é o recurso didático mais barato que tem. Temos que mudar isso”, disse o professor Adriano Albertino, diretor do Sindiupes em Guarapari.

Professores não concordaram com proposta da prefeitura e podem parar na próxima semana. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Professores não concordaram com proposta da prefeitura e podem parar na próxima semana. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Na próxima quinta-feira (14), se a prefeitura não aceitar o pedido dos professores de igualar ao piso nacional, uma votação será realizada para decidir se começam a operação tartaruga e depois a paralisação das atividades.

Projeto de Gestão Democrática

Outro assunto que esteve na boca dos professores na assembleia realizada na manhã de hoje foi sobre a votação da Gestão Democrática, que não conseguiu votos suficientes em sessão extraordinária na última quarta-feira e foi barrada. (veja aqui)

O projeto sobre a Gestão Democrática nas escolas foi votado na manhã de hoje. Foto: João Thomazelli/Portal 27
O projeto sobre a Gestão Democrática nas escolas foi votado na manhã quarta-feira. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Alguns vereadores que votaram contra o projeto – foram cinco – justificaram o voto contrário afirmando que o projeto, do jeito que foi redigido, poderia ser derrubado legalmente porque não especificava como seriam realizadas as eleições.

Foi o caso de Fernanda Mazzelli (PSD). Em seu perfil em uma rede social Mazzelli explicou o motivo do voto contra.

“Me posicionei contrária, pois foram vistas algumas “brechas” no projeto, que poderiam até torná-lo inelegível. Basta ler/conhecer a matéria para perceber que faltam muitas especificações no texto”, escreveu.

O presidente da Câmara, vereador Wanderlei Astori, ainda na quarta-feira justificou de forma parecida o voto contrário à Gestão Democrática. “Do jeito que o projeto foi elaborado, qualquer pessoa poderia se candidatar à vaga de diretor, inclusive pessoas que não tem nada a ver com a escola”, explicou.

Já o voto contrário da vereadora Paulina Aleixo (PP) foi um por um motivo um pouco diferente. Quando ela

Albertino disse que as justificativas dos vereadores são suficientes. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Albertino disse que as justificativas dos vereadores são suficientes. Foto: João Thomazelli/Portal 27

foi à tribuna para dar o voto nominal, tentou discursar e foi proibida pela mesa. Ao sair disse: “eu ai votar a favor, mas como vocês não deixaram eu falar, meu voto é não”.

As justificativas dos vereadores – com exceção do de Paulina – não foram suficientes para o diretor do Sindiupes em Guarapari, professor Adriano Albertino.

“Isso não é desculpa para que não aprovassem o projeto. Eles deveriam ter estudado a matéria e pedido alterações à prefeitura antes de colocar em votação. Ainda assim, se aprovado o projeto, quem definiria as regras para as eleições é o Conselho Municipal de Educação, que é formado por representantes das escolas, da prefeitura e pais de alunos”, finalizou Albertino

 

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