Os funcionários da Samarco têm o emprego garantido apenas pelos próximos 50 dias. A afirmação foi dada por Kleber Terra, Diretor de Operações e Infraestrutura da mineradora, durante entrevista coletiva concedida na tarde de hoje à imprensa capixaba na Unidade de Ubú, em Anchieta.

Terra, à esquerda no monitor, disse que empregos estão garantidos pelos próximos 50 dias. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Terra, à esquerda no monitor, disse que empregos estão garantidos pelos próximos 50 dias. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Ainda de acordo com o diretor, só depois dos próximos 50 dias a empresa terá uma resposta definitiva sobre quantos funcionários a mineradora vai manter no seu quadro e quantos serão demitidos.

‘Nós precisamos de tempo para avaliar. Essa tragédia ainda é muito recente e nós ainda não tivemos tempo para parar e discutir decisões ao longo prazo. Em curto prazo, nós mantemos os empregos pelos próximos 50 dias”, afirmou Kleber Terra.

Kleber Terra e Márcio Perdigão tiraram dúvidas sobre as ações da Samarco. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Kleber Terra e Márcio Perdigão tiraram dúvidas sobre as ações da Samarco. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Terra também falou sobre as férias coletivas previstas para este fim de ano. “Os trabalhadores da Samarco estão recebendo a partir do dia de hoje licença remunerada, com todos os benefícios mantidos. A partir do mês que vêm eles entram em férias coletivas até o mês de janeiro, também com todos os direitos garantidos”, disse Terra.

Sobre a paralisação dos embarques de minério de ferro, o diretor disse que que os estoques de minério da Samarco conseguem suprir a demanda de novembro. A partir de então, sem a chegada do minério de ferro vindo de Mariana, os embarques e todos os trabalhos operacionais cessarão.

Jornalistas de vários veículos de comunicação foram à Ubu para a coletiva. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Jornalistas de vários veículos de comunicação foram à Ubu para a coletiva. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Sobre os funcionários das empreiteiras, desse que a empresa espera que eles sejam tratados como a Samarco trata os seus trabalhadores diretos.

“A Samarco sempre tratou terceiros empregados da mesma forma. Almoçam conosco no mesmo restaurante, as taxas de frequência de acidentes têm os mesmos índices… o que nós pedimos as empresas é que deem o mesmo tratamento aos seus empregados que damos aos nossos”, finalizou

Quando perguntado se a Samarco conseguirá voltar a operar como antes do desastre em Mariana, Kleber disse apenas que só depois dos próximos 50 dias a empresa terá um panorama real da situação.