Desde que a rodoviária foi inaugurada e os usuários dos ônibus tiveram conhecimento sobre as cláusulas existentes no contrato, um grande impasse teve início no município de Guarapari. É que no contrato firmado entre a prefeitura e a empresa Telavive, quando o terminal ficasse pronto, todos os embarques e desembarques deveriam acontecer exclusivamente na rodoviária.

Mas quem pega ônibus diariamente para as cidades vizinhas não gostou da informação e admite que os moradores sairiam prejudicados. Alguns passageiros chegaram a fazer um protesto e impediram a partida de alguns ônibus intermunicipais. Foram realizadas reuniões no MP e na Câmara de Guarapari, na tentativa de encontrar uma solução.

Promotor
“130 mil habitantes seriam obrigados a pagar, se o sistema continuar do jeito que está e a rodoviária eventualmente quebrar.” disse o promotor.

“Eu tenho 5 mil usuários e tenho 135 mil habitantes. Os outros 130 mil habitantes seriam obrigados a pagar, se o sistema continuar do jeito que está e a rodoviária eventualmente quebrar. Nós fizemos várias reuniões, expusemos isso de forma detalhada, mas as pessoas vão ter que entender que é um preço a pagar por um contrato que foi firmado. Se o município não cumprir, a população é quem vai pagar o prejuízo”, declarou o promotor de Justiça Otávio Guimarães Gazir, na tarde de ontem à imprensa.

Indenização. O preço segundo o promotor é uma indenização milionária por uma ruptura, ou um pouco de incomodo para os usuários que terão que ir até o terminal rodoviário. “Nós não podemos ignorar o contrato que foi firmado e assinado. Esse contrato estabelece, segundo aquela administração, que era possível fazer essa concentração e essa exclusividade lá. A rodoviária terminou de ser construída no ano passado com a anuência da atual administração”, explicou.

Funcionamento da rodoviária será discutido em audiência pública nesta terça-feira. Foto: divulgação
FPara o promotor, a nova rodoviária era uma necessidade e um anseio da população. Foto: divulgação

Para o promotor, a nova rodoviária era uma necessidade e um anseio da população que há mais de 20 anos reclama de que não tem um terminal rodoviário, e simplesmente permitir que esse equipamento público se perca, gera uma obrigação de indenizar. Dessa forma, o que é positivo passa a ser negativo.

“Acionamos o município pra manter o equipamento público funcionando, se não for assim teremos que responsabilizar quem der causa ao prejuízo. À nós, cabe por enquanto recomendar, e cabe ao poder judiciário dizer se o MP tem ou não tem razão”, concluiu.

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