Diante da crise provocada pelo COVID-19, a empresa Expresso Lorenzutti já declarou que não está conseguindo pagar seus funcionários, e aos atrasos salariais passaram a ocorrer no setor do transporte municipal com frequência.

O sindicato disse que a empresa reduziu a frota, realizou uma serie de demissões sem o pagamento das verbas rescisórias. E os atuais empregados não estão recebendo em dia.

De acordo com o SINTROVIG, Sindicato dos Motoristas de Guarapari e região, em virtude dos problemas financeiros e temendo pela saúde dos trabalhadores representados da categoria e da população que utiliza o transporte coletivo municipal, o sindicato informa em nota que a frota pode parar.

“Já buscamos de todas as maneiras tentar resolver a situação junto a empresa e o município. Foi feita uma Assembleia Geral, e em busca de proteger o trabalhador, tanto financeiramente quanto em sua saúde, uma paralisação é possível, mas vai depender do que decidirem os trabalhadores e o que a legislação permitir”, disse o diretor do Sintrovig, Wanderley Gonçalves de Oliveira.

Tentativas. Ainda segundo o sindicato, o departamento jurídico ajuizou em Março de 2020, ação judicial em face da empresa EXPRESSO LORENZUTTI, sob o autos do processo nº 0000185-76.2020.5.17.0151, o qual através de decisão liminar foi determinada a obrigatoriedade de fornecimento de álcool gel a todos os trabalhadores, bem como a higienização e limpeza dos ônibus nos pontos finais.

Nota emitida pelo sindicato

Na mesma demanda judicial ainda foi solicitada a proibição da redução da frota dos coletivos e nos horários de pico, compreendido entre os horários das 06:00 às 09:00 horas da manhã, e das 16:00 às 20:00 horas da noite. Entretanto, tendo em vista o amparo da Prefeitura Municipal de Guarapari-ES para a redução da frota, que é a gestora do transporte no município, o pedido foi negado.

O sindicato disse ainda que com a redução da frota, a empresa Expresso Lorenzutti realizou uma serie de demissões sem o pagamento das verbas rescisórias. Já os empregados que continuam trabalhando, vem sofrendo com constantes atrasos salariais e do tíquete alimentação. Tal situação vem gerando grande insatisfação da categoria, que vem enfrentando uma jornada de trabalho repleta de coletivos com lotação máxima, colocando em risco a saúde dos próprios colaboradores e dos usuários do sistema. Para piorar sem a devida contraprestação do trabalho desempenhado. O trabalhador sem os seus vencimentos quitados e com o risco à sua saúde a que vem sendo exposto em sua jornada de trabalho já sinaliza com eventuais protestos e manifestações.

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