Mais Verão 2018

Há um mês do Carnaval, três escolas de Guarapari se recusam a desfilar na avenida Joaquim da Silva Lima. Os representantes da Juventude de Muquiçaba, Acadêmicos do JK e Imperatriz do Samba, protocolaram nesta sexta-feira (12), um documento para a Secretaria de Turismo, Empreendedorismo e Cultura (SETEC), se retirando do desfile do Carnaval 2018. As escolas não concordam com a forma que a prefeitura conduziu a preparação para a folia e decidiram protestar.

Acadêmicos do JK

As escolas não concordam com a forma que a prefeitura conduziu a preparação para a folia e decidiram protestar.

O presidente da Acadêmicos do JK, Jorge Luiz Azevedo, uma escola nasceu em 82, mas há 6 anos foi reativada, afirma que se retirar do Carnaval foi uma forma de protesto. “É um descaso com as entidades carnavalescas. Procuramos fazer o nosso melhor para a cidade. Um Carnaval já é programado logo após o outro. Fica inviável fazer um Carnaval em 30 dias”, comenta Jorge.

O presidente conta que não sabe ao certo qual valor receberia da prefeitura. “Eles dividiram as escolas em A, B e C. Destinaram R$ 45 mil para A, R$ 35 mil para B e R$30 mil para C. Sem nem ao menos nos deixar saber quem receberá o que, eu não sei em qual classe a minha escola estaria categorizada. Como trabalhar sem saber ao menos quanto será a verba? Nos baseamos na do ano passado, que foi R$35 mil, mas agora nem sabemos o quanto receberíamos“, disse Jorge.

Ainda segundo ele “Não é pelo dinheiro, é pela falta de respeito que nos retiramos do Carnaval. Até porque, já está quase tudo pronto, com o dinheiro do nosso bolso. Se o Carnaval fosse na semana que vem, teríamos condições de desfilar. Mas pela forma que foi feito, preferimos nos retirar”, afirmou o presidente da Acadêmicos do JK.

Juventude de Muquiçaba

A Juventude de Muquiçaba está desfilando no Carnaval de Guarapari desde 1983.

A Juventude de Muquiçaba está desfilando no Carnaval de Guarapari desde 1983. O presidente da escola, George Ribeiro Lyra, afirmou que não tem volta. A Juventude não vai desfilar no Carnaval 2018. “Tratam as escolas como mendigos atrás de esmola, é muita falta de respeito da prefeitura. Uma escola vai ganhar mais que a outra. No ano passado a verba foi a mesma para todas. Além disso a prefeitura não buscou um diálogo com as escolas durante o ano de 2017. Chegou na reunião impondo suas exigências”, relatou o presidente da Juventude de Muquiçaba.

Que conclui. “O Secretário quer profissionalizar as escolas. Ele disse que a tendência é que nos próximos Carnavais não seja usada verba da prefeitura. Ele quer que as escolas trabalhem o ano todo para fazer Carnaval de graça para a prefeitura, como se nós não tivéssemos o nossos empregos e contas para pagar”, diz George.

Imperatriz do Samba

Imperatriz do Samba desfila na cidade desde 2008

Quem respondeu pela Imperatriz do Samba, foi o 1º Secretário, já que o presidente está hoje trabalhando fora da cidade, e a vice esta em São Paulo, onde fazia compras para o Carnaval. A escola desfila na cidade desde 2008. Para Tiago Melo, o representante da escola, houve desrespeito por parte da Prefeitura.



“Eles tiveram um ano para se reunir com as escolas. Em dezembro, uma reunião com o secretário foi desmarcada com todos os diretores já aguardando na antessala da secretaria. Faltando um mês para o Carnaval, eles nos reúnem e nos impõe uma série de exigências, sem nem mesmo nos consultar. Classificaram as escolas em 3 categorias, cada uma receberá uma verba distinta. Isso é uma falta de respeito. Como faz um carnaval em cima da hora? Sem saber direito qual será a verba”, diz Thiago Mel

O 1º secretário da escola fala que quase metade do desfile da Imperatriz do Samba já estava pronto. “Temos 45% do Carnaval pronto. Vamos arcar com todo prejuízo. Só a roupa da madrinha de bateria custou R$ 5 mil. Já tínhamos samba enredo definido, estava tudo encaminhado. O que se der, vamos guardar para o ano que vem”, afirma.

Tiago fala ainda que a prefeitura precisa valorizar mais a cultura local. “ Precisa haver leis de incentivo, uma comissão municipal para fiscalizar a verba. Um projeto para o repasse dessa verba. Para não chegar em cima do Carnaval, e ter esses problemas”, diz Tiago.

Ofício das escolas informando que não vão desfilar no carnaval 2018.

O Portal 27, procurou a prefeitura para que ela se posicionasse sobre essa polêmica, que através de nota, informou o município informou que “A Secretaria Municipal de Turismo , Empreendedorismo e Cultura informa que o processo de organização do Carnaval 2018 está sendo realizado com seriedade e muito profissionalismo.Tudo tem sido feito para que a festa do carnaval aconteça de maneira organizada e traga apenas felicidade aos participantes. 

Durante a reunião, alguns participantes chegaram a solicitar o valor igual para todas as escolas e não aceitavam a presença da Liga na reunião, mas ao final, houve concordância entre os participantes e agora será preciso aguardar a finalização do processo licitatório. A Secretaria reitera que após a licitação, será feita uma comissão com os integrantes das escolas para distribuição dos recursos, tudo com realização de estudo de casos.

A Classificação das escolas segue uma série de critérios como: número de componentes, quantidade de carros alegóricos e alas, mestre sala e porta bandeira, entre outros”, afirmou a prefeitura.

Confirmadas. O Portal 27 também procurou os diretores das duas outras escolas de samba. A estreante Guarapari Imperial, e a mais antiga das escolas do município, a Mocidade Alegre de Olaria, que confirmaram seus desfiles no Carnaval 2018.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Pessoal dizer que trazer escolas de Vitoria não é bom.
    É muito engraçado, mesmo falar isso.
    Só quem nao viveu os carnavais nos anos 80 em diante mesmo. Pra não lembrar das anigas falcatruas em resultados e desfiles.
    Oh saudade, doía mas dá saudade….

  2. É só lembrar que de 4 em 4 anos tem eleição. Temos que nos organizar e desfilar em nossos bairros com a lembrança disso.
    Muquiçaba e Itapebussu são os maiores redutos eleitorais é só lembrar isto a eles.

  3. Tá certo ,tem que pular fora dessa barca mesmo.pessoal da prefeitura tem que deixar de ser arrogante.na epoca de eleiçáo viram todos bixinhas boazinhas.

  4. Há alguns anos havia uma grande escola em Guarapari que saia da comissão de frente até a última aula com as fantasias da Unidos da Piedade, escola esta, de vitória, aí eu pergunto: hoje não pode mais?, Está escrito em algum lugar que isto não pode? E se não pode, não pode a partir de quando? Quem foi avisado sobre isto?

  5. Pelo que vi, um dos problemas é em função de uma escola receber mais que as outras. Gosto de carnaval, não faço parte de nenhuma agremiação, mas pelo pouco que vejo através de conhecidos e parentes envolvidos com o carnaval da cidade, que somente uma ou outra escola na cidade tem barracão ativo com funcionários durante a maior parte do ano, que realmente produz toda as suas fantasias dando renda e emprego para a comunidade, e não compra as fantasias do carnaval de Vitória (que é realizado uma semana antes como fazem algumas agremiações), e ainda efetua eventos durante todo o ano para poder arcar com as dívidas que a verba da prefeitura não consegue cobrir. Acho justo que pelo compromisso com a comunidade e a cidade, que a mais comprometida ganhe mais. Pois quem está dentro do universo do carnaval da cidade, sabe que a realidade é essa: agremiações que trazem as coisas de fora, prontas de escolas que ja desfilaram em outras cidades, e acabam não deixando a renda girar na cidade. E não é uma ou outra fantasia, é a escola inteira. Até os carros prontos. Não querem o trabalho de manter um barracão, pagar aluguel, luz, funcionário, dar lanche quando estes precisam varar madrugada. Pensar em eventos para arrecadar verba? Ixi, dá muito trabalho, é mesa para alugar, cerveja para gelar, comida para fazer, é segurança, é cantor pra pagar… Viajar para comprar material meses antes? E o dinheiro? Pegar emprestado a juros alto, para pagar quando a prefeitura liberar a verda? Não rola!! Dispor de tempo para fazer essa “empresa” andar? Nem pensar, os outros compromissos não deixam! Então vejo como solução que comecem ou voltem a produzir em seus próprios barracões, deêm emprego para a populacão, façam um plano de logística durante o ano de eventos, para que consigam arrecadar ainda mais verba para a comunidade e se programem. Honestidade, justiça e transparência para que o retorno seja da mesma maneira…..Há os que digam que isso tudo é besteira e a verba deve ser investida em outros setores da economia. Há àqueles ligados ao discurso intelectual que carnaval é política de pão e circo. Há os que gostam e apoiam essa festa tradicional. Independente de opinião, o fato é que é uma festa cultural, e que aumenta a demanda do turismo, gerando trabalho e renda para a cidade. E sendo a nossa cidade turística, há de se colocar tudo numa balança e ver o que realmente pode-se tirar de melhor disso tudo. Agora, só quem perde com todo esse auê, é a própria cidade. O próprio comércio e o população.

  6. Para se classificar quaisquer coisas entre categorias há de se ter um estudo, sério, ético, com planilhas demonstrando o porquê de cada item analisado e assinado por alguém habilitado para tal, então eu pergunto: existe este estudo? Existe esta planilha? Se não existe a prefeitura está claramente querendo beneficiar uns em detrimento de outros com dinheiro público.

  7. Quais critérios exatamente são estes?, quem teve está “brilhante” idéia?, Número de participantes? Quem contou a quantidade de participantes de cada escola? Se no carnaval do ano passado os valores foram os mesmos para todas as agremiações por qual motivo este ano o critério foi mudado? Acho que a prefeitura deve uma explicação a cada um destes bairros que abrigam estás escolas e blocos carnavalescos, pois isto cheira a discriminação.

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