Durante a sessão de ontem (12) na Câmara de Guarapari, o vereador Lennon Monjardin usou a tribuna da casa para pedir esclarecimentos a prefeitura sobre uma denúncia de mal uso de verbas públicas para a realização do carnaval 2017. “A gente precisa apurar essa situação. Acabei de protocolar nesta casa um requerimento pedindo a poder executivo que nos preste informações sobre a prestação de contas do carnaval de 2017. Eu não sou responsável pelo carnaval. Vocês vão ter que prestar contas para mim sim”, disse ele.
Ainda segundo Lennon, ele vai pedir através das comissões permanentes do legislativo, que também solicite essas informações à prefeitura. Lennon, que tem um bloco de carnaval e faz parte da base de apoio ao prefeito disse que. “Eu sou base mas não vou defender tudo com vocês não. Pelo contrário. Eu vou defender o povo”, afirmou na tribuna da casa.

Segundo Lennon, o carnaval de 2017 custou R$ 368 mil reais. Desse valor, as escolas e os blocos iriam receber R$ 267 mil. Mas foram repassados somente R$ 194 mil. “Cabe ao poder executivo mostrar que é mentira essa denúncia. Agora, não venham jogar meu nome na imprensa para botar “na podre” não”, disse o vereador que continuou. “Fizemos uma acordo que nos colocaram goela abaixo, para a gente assinar 194 mil reais para fazer o carnaval de Guarapari. Vocês acham que dá para fazer?”, perguntou.
A denúncia. Segundo a denúncia publicada por um site de notícias, escolas e blocos tiveram que abrir mão de parte dos cachês porque a prefeitura informou que não tinha dinheiro para custear o carnaval e ameaçou até cancelar a festa. Os representantes das escolas e blocos assinaram um documento com a aceitação de que por conta da crise os valores seriam reduzidos. As escolas de samba tiveram que abrir mão em média de R$15.000,00 cada, e os blocos devolveram R$ 2.000,00 cada, diz a denúncia. Mas o pagamento a empresa teria sido feito integralmente.
Resposta. Procurada para esclarecer estas informações a prefeitura disse através de uma nota que “A prefeitura de Guarapari informa que todos os serviços foram atestados pelo fiscal do contrato, que na época emitiu um parecer confirmando a execução do serviço realizado pela empresa contratada”











