A data de 28 de abril tem muito significado para a luta ambiental,  pois é o dia em que foi assassinado o biólogo, ambientalista e militante do PT, Paulo César Vinha, em 1993. A senadora Ana Rita (PT) homenageou ontem (23), o biólogo morto há 20 anos no Espírito Santo.

Senadora lembrou morte do biólogo.
Senadora lembrou morte do biólogo.

O biólogo documentava a retirada ilícita de areia em uma área de restinga e foi morto a tiros por causa de sua luta pela preservação da área. “Todos nós, cidadãos e cidadãs capixabas, sabemos de sua importância, do quanto engrandeceu nossa luta por uma sociedade mais justa e do seu legado na defesa do meio ambiente”, afirmou a senadora.

Biólogo lutava pela natureza.
Biólogo lutava pela natureza.

Defensor da natureza

O lutador pela natureza, Paulo Vinha, denunciou a extração ilegal de areia em uma área de restinga e foi assassinado com três tiros no dia 28 de abril de 1993 em Guarapari (ES).

O biólogo liderava uma campanha pela preservação das áreas de restinga e combatia a construção de prédios à beira-mar. Ele tornou-se referência no Estado na defesa do meio ambiente. Mas suas ações também atraíram inimigos.

Entre eles, estavam dois irmãos empresários, especializados na extração de areia. Paulo Vinha apresentou um projeto aos empresários para que a atividade ocorresse de forma sustentada. Mas os irmãos viam o biólogo como um obstáculo para seus negócios.

No dia 15 de abril de 1993, o biólogo convenceu a prefeitura de Vila Velha a proibir a retirada de areia, e os empresários acusados continuaram com os seus negócios de forma clandestina.

O ambientalista passou a receber ameaças e provocações, mas continuou com o seu trabalho. Treze dias depois, os irmãos empresários, Ailton Barbosa Queiroz e José Barbosa Queiroz, cercaram o biólogo e dispararam três tiros contra ele, no momento em que documentava com fotos uma área devastada do parque de Setiba.

Os irmãos se entregaram três meses depois e ganharam o direito de responder ao processo em liberdade. O julgamento dos acusados só aconteceria quatro anos depois do crime. Primeiro absolvidos, os irmãos seriam condenados em um segundo julgamento. Hoje, um está em liberdade condicional. O outro está foragido. Em homenagem ao biólogo, após sua morte o parque de Setiba  passou a se chamar Parque Estadual Paulo César Vinha.

 

Fontes: senado e PT-ES

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