Um levantamento realizado pelo Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) revelou diferenças significativas nos preços de ingredientes utilizados no preparo da tradicional torta capixaba, prato típico consumido durante a Semana Santa. De acordo com a pesquisa, a variação de valores para um mesmo produto pode chegar a 73%, dependendo do estabelecimento.
Ao todo, foram analisados 69 itens em pontos de venda da Grande Vitória, incluindo produtos como camarão, siri desfiado, sururu, mexilhão, caranguejo desfiado, bacalhau, palmito, azeitona, ovos, cebola, tomate e diversos temperos. O estudo identificou disparidades relevantes entre supermercados e outros tipos de comércio.

Entre os itens com maior oscilação de preços, o tomate lidera o ranking, com variação de 73%, sendo encontrado entre R$ 7,49 e R$ 12,99. Em seguida aparecem o alho e a azeitona, ambos com diferença de 57%, com preços que variam de R$ 15,90 a R$ 24,90 e de R$ 13,98 a R$ 21,99, respectivamente. O camarão com casca pequeno apresentou variação de 50%, custando entre R$ 30,00 e R$ 45,00, assim como o colorau, com preços entre R$ 5,98 e R$ 8,99. Já o tomate italiano registrou diferença de 40%, com valores entre R$ 2,00 e R$ 2,79.
A diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, destacou que o objetivo do levantamento é orientar os consumidores e reforçar a importância da pesquisa de preços. Segundo ela, a comparação entre diferentes estabelecimentos pode gerar economia significativa, especialmente em períodos de maior demanda por pescados e ingredientes típicos. “Pesquisar antes de comprar é fundamental, pois as diferenças de preços podem impactar diretamente no orçamento do consumidor”, afirmou.
Orientações para compra segura de pescados
Além da pesquisa de preços, o Procon-ES alerta para os cuidados necessários na compra de alimentos, principalmente os “in natura”, muito consumidos durante a Semana Santa. A recomendação é que o consumidor observe as condições de higiene dos estabelecimentos, incluindo supermercados, feiras livres e vendedores ambulantes.
No caso do palmito e outros ingredientes frescos, é importante verificar a procedência e se os produtos estão devidamente protegidos contra insetos, além de bem armazenados e refrigerados. Já os peixes devem apresentar carne firme, olhos brilhantes e salientes, guelras avermelhadas e escamas bem fixadas. Em supermercados, o pescado deve estar em balcões frigoríficos; nas feiras, conservado em gelo e protegido do sol.
Para lulas e polvos, a orientação é optar pelos exemplares de coloração mais clara, indicativo de frescor. Moluscos como mexilhões, mariscos e ostras devem estar com as conchas bem fechadas, sinal de que estão próprios para consumo. Camarões, por sua vez, devem ser firmes, com a carapaça aderida ao corpo e odor característico, sem cheiro forte.
O órgão também orienta atenção redobrada na compra de produtos a granel, verificando peso, aparência e condições de armazenamento. Alimentos com sinais de sujeira, mofo ou má conservação devem ser evitados.
Por fim, o consumidor deve sempre conferir os rótulos dos produtos industrializados, observando informações como validade, composição, origem e condições da embalagem. Itens com embalagens danificadas ou vencidos não devem ser adquiridos, garantindo assim mais segurança alimentar durante o preparo da tradicional torta capixaba.











