O ministro Alexandre de Moraes determinou um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique a apreensão de uma pistola Glock 9 mm de sua propriedade. O armamento estava em posse de um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e foi interceptado durante uma blitz em Taguatinga (DF).
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em sua residência — regime concedido em 24 de março após uma internação por pneumonia bacteriana. Anteriormente, ele cumpria pena de 27 anos e 3 meses no Complexo da Papuda, em Brasília, decorrente da condenação na ação penal da trama golpista.

Detalhes da Apreensão. A apreensão ocorreu por volta das 23h30 da última segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Taguatinga. Durante o bloqueio policial, os agentes abordaram um Honda Civic.
- O condutor: Identificou-se como servidor do GSI.
- O material: Uma pistola Glock 9 mm e um carregador sobressalente.
- A justificativa: Levado à delegacia, o servidor afirmou que retirou a arma no mesmo dia devido a uma “pane” e que a levaria para manutenção, programando a devolução para o dia seguinte.
Os Questionamentos de Moraes. Na nova decisão, o ministro Alexandre de Moraes levantou duas frentes de questionamento:
- À defesa de Bolsonaro: Deve esclarecer o motivo de o ex-presidente manter uma arma de fogo e carregador sobressalente em sua residência e a razão de ter solicitado o reparo justamente na reta final do prazo de 90 dias de sua prisão domiciliar humanitária.
- Ao Comando da PMDF: O tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, responsável pela segurança do regime domiciliar, foi intimado a esclarecer se a ordem de revistar todos os veículos que deixam a residência de Bolsonaro — incluindo carros oficiais de segurança — está sendo cumprida rigorosamente.










