No fim da tarde de ontem (06) muitas pessoas puderam presenciar a abertura dos ninhos e a soltura das tartarugas marinhas na Praia de Guanabara, em Anchieta. A ação foi coordenada pelo Instituto de Pesquisa e Conservação Marinha (IPCMar), ONG que monitora a espécie no município.

De acordo com a bióloga Maria Ferreira, que monitorou toda a ação, 100 tartarugas da espécie Caretta caretta, popularmente conhecida como cabeçuda, foram soltas no mar. A previsão é que ocorram novas solturas neste verão. “O ideal é que as tartarugas nasçam à noite, mas quando ocorre incidência de luz artificial nós fazemos a soltura à tarde”, disse.
A Prefeitura de Anchieta irá informar no site e na fanpage do órgão no Facebook os horários das próximas aberturas de ninhos. Mas, caso as pessoas queiram, poderão entrar em contato direto com o IPCMar pelo telefone: (28) 3536-3547.
Confira abaixo um vídeo feito por Pedro Quitiba, da assessoria da Prefeitura de Anchieta, com imagens da soltura das tartarugas:
Praia da Guanabara é local de desova de tartarugas
A Praia da Guanabara apresenta grande incidência de desova de tartarugas da espécie Caretta caretta e é hoje um ponto turístico de grande importância. Fica localizada entre Parati e Castelhanos, a 6 km da Sede do município. Possui 2,5 km de extensão. Seu acesso pode ser pela Rodovia do Sol ou por estrada de terra no sentido Parati X Anchieta.

As tartarugas marinhas representam a perpetuação da vida ao longo de mais de 100 milhões de anos. Elas têm a missão de contribuir para a vida de outras espécies – e, por consequência, do homem.
Durante sua longa existência, cada tartaruga marinha leva e traz toneladas de nutrientes e energia vital à sobrevivência de tantas outras formas de vida. Das tartarugas marinhas depende a existência de uma infinidade de peixes, crustáceos, moluscos, esponjas, medusas. Dependem também formações de mangues, bancos de areia, de gramas marinhas e de algas, de corais e recifes, de ilhotas e formações geológicas. Proteger as tartarugas marinhas é, portanto, preservar a vida marinha, garantir a sobrevivência do planeta e da humanidade.
Informações:
IPCMAR – Instituto de Pesquisa e Conservação Marinha
Telefone: (28) 3536-3547











