Terrenos baldios podem virar hortas para ajudar famílias carentes de Guarapari

A ideia é transformar os terrenos baldios em áreas sustentáveis. Para isso, o vereador Marcial Souza Almeida, “Dito Xaréu” (SDD), protocolou na Câmara Municipal de Guarapari, o Projeto de Lei de nº 038/2016, que apresenta o Programa de Terrenos Sustentáveis, onde as famílias mais carentes poderão investir na plantação de hortaliças, para ajudar principalmente na geração de emprego e renda.

Foto: Roberta Bourguignon
A ideia é transformar os terrenos baldios em áreas sustentáveis. Foto: Roberta Bourguignon

Para o autor do projeto, o objetivo inicial era encontrar um meio de acabar com esses terrenos baldios, por causa da dengue. “Inicialmente, a ideia de criar esse projeto surgiu por causa da grande proliferação de mosquito nesses terrenos baldios. Por estarem em situação de abandono, a população acaba depositando lixo, causando um enorme transtorno para quem mora próximo a estas áreas”, explica Xaréu.

Foto: Roberta Bourguignon
O objetivo inicial era encontrar um meio de acabar com esses terrenos baldios, por causa da dengue. Foto: Roberta Bourguignon

E depois, veio à oportunidade de ajudar a comunidade. “Através de hortas comunitárias e familiares, estaremos contribuindo para a melhoria da qualidade da alimentação nos centros urbanos, da renda de algumas famílias. Produzindo as hortaliças, estaremos incentivando o empreendedorismo dentro do seio familiar e dentro das comunidades, melhorando o poder aquisitivo daqueles de baixa renda, sobretudo, proporcionando uma alternativa para os desempregados”.

O Projeto foi protocolado na tarde de ontem (08), está na pauta da próxima sessão, que acontece amanhã, e, se for aprovado, as áreas públicas sem utilização ou perspectivas de projetos de construções no prazo de três anos, poderão ser usadas pela comunidade. E os terrenos particulares, sem cuidado ou limpeza alguma, considerados zona de risco para a população, por serem criadouros do mosquito Aedes aegypti, também poderão ser usados para o plantio, se o pagamento do IPTU estiver atrasado por mais de cinco anos.

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“Produzindo as hortaliças, estaremos incentivando o empreendedorismo dentro do seio familiar e dentro das comunidades”, ressalta Dito.

Os terrenos poderão ser usados por uma família ou por grupos que poderão se cadastrar na Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Expansão Rural, e terão que seguir as orientações da secretaria, como forma de plantio e os cuidados para colheita. “Desse modo, acredito que estaremos contribuindo para o crescimento e desenvolvimento do município”, conclui o vereador.

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