Por Marcelo de Medeiros – Obrigado a todos, pela oportunidade e pelo convite, para compartilhar alguns devaneios, com aqueles que estiverem dispostos a ler. E aceitarem algumas provocações filosóficas, de forma educada, respeitosa e acima de tudo responsável.

Muito embora, parafraseando o querido e saudoso Abelardo Barbosa, o Chacrinha, eu não vim para esclarecer, eu vim para complicar.

Por isso, gostaria de convidar quem estivesse disposto, entrar em uma provocação filosófica, e refletirmos sobre o que dizer da liberdade de manifestação do pensamentos a liberdade de expressão, em uma era de tanta intolerância, e tantos donos das verdades dogmáticas. Devemos lembrar, que o ponto de vista, é apenas a vista, sendo vista de um ponto.

“gostaria de convidar quem estivesse disposto, entrar em uma provocação filosófica, e refletirmos sobre o que dizer da liberdade de manifestação do pensamentos a liberdade de expressão”

Entretanto, vivemos em uma espiral do silêncio, uma ditadura de opiniões. seja de um lado seja do outro. Afinal de contas, dizem que na era em que vivemos, está muito arriscado se expor, declarar pensamentos abertamente, ter pontos de vistas claros e objetivos, ou até mesmo ter e assumir as nossas dúvidas, incertezas e angústias. Coisas naturais a todos os seres humanos.

Fala-se muito, que está tremendamente perigoso jogar limpo sem esconder nada, ou pelo menos quase nada, dizem que é até perigoso não agir construindo personas. Como se não houvesse em pessoas, que não usassem máscaras sociais. Dizem também, que é arriscado tentar se mostrar de forma clara, aberta e objetiva, sempre dizendo o que se é, o que se faz, e o que pensa. Como se fosse possível.

Dizem, que ser um ser humano que assume que sangra, que sente dores, que tem suas falhas, defeitos, limites, imperfeições, é algo arriscado e perigoso, em uma era onde muitos fingem a perfeição, e agridem os outros, como se estivessem se desviando de si, as próprias críticas, os próprios conflitos existenciais e as próprias imperfeições.

Não podemos sobre hipótese alguma, esquecer também, que vivemos hoje a era da intolerância à divergência, ao pensamento contraditório, onde este comportamento de ser agressivamente do contra, praticamente virou uma espécie de dogma ideológico. Quanta tolice. Somos apenas humanos. Temos que aceitar isso.

Vivemos em uma época onde há quem critica, por criticar. Fala mal, por falar. E se agride, por agredir. Onde muitas vezes, a pessoa não tem problema com quem ela agride. Tem problema sim, com ela mesmo, projeta em terceiros, o seus de sabores e frustrações. E agora, no período digital, por trás de um teclado, isso tem virado uma espécie de pomada anestésica para as próprias frustrações.

Existem até pessoas que são remuneradas para cancelar, difamar, desconstruir pessoas. Não sejamos tolos e não venhamos a fingir que não sabemos que existe gente assim. Existem até aqueles que constroem fakes em redes sociais neste objetivo.

Muitas vezes, muitas dessas pessoas vão se manifestar agressivamente direcionados até contra nós mesmos. Ou contra você que está lendo. Bem, eu não tenho a resposta para esta equação insana que divide a sociedade. Não tenho a resposta pronta para uma pergunta que cada um deve se fazer.

Pois em verdade, eu não vim aqui para explicar. Eu vim para fazer provocações filosóficas.
A pessoa deve perguntar para ela mesma. Ela mesma buscar a sua resposta.

Porque como eu disse, eu não tenho as respostas. A resposta deve ser algo individual. E que todos devem aprender a respeitar. Respeitar principalmente a maravilha do ser humano. A maravilha da diferença. A verdadeira riqueza do ser humano está no pluralismo, na diversidade, no somatório de várias ciências, conhecimentos e saberes diferentes.

Sem donos das verdades dogmáticas, filosóficas, nem ideológicas. Sem os tais saberes superiores, e sem também a inconveniência imatura de direita e esquerda.

Aliás, este é um tema muito problemático para algumas pessoas. E se tornou uma espécie de tabu, onde muitos tem medo de tocar. Pois um lado é visceralmente intolerante com outro. E vice-versa. Tamanha a imaturidade. E na maioria das vezes, grande parte das pessoas que assim procedem, nem sabem por que agem assim. Com um insano efeito de estouro boiada irracional.

É preciso compreender, que existem interesses muito maiores do que uma concepção dicotômica e monocromática, da limitação engessada de direita e esquerda. Quem for capaz de olhar além das meras aparências, conseguirá ver e compreender que existe o interesse da fragmentação, para a manipulação e dominação. Existe o interesse do dividir para conquistar.

Marcelo de Medeiros é Bacharel em turismo, administração de empresas, com Licenciatura plena em geografia. Também é pós-graduado em geografia e em gestão do conhecimento e estudante do terceiro ano de teologia.

Portanto, que sejamos mais humildes. Quê sejamos mais humanos, mais tolerantes, mais respeitosos, e menos visceralmente agarrados a limitações dogmáticas de cunho ideológico, que já dão pensamentos prontos, para que a pessoa repita como um robô biológico. Numa espécie de lavagem cerebral fanática, onde se fabrica grupo de sociopatas em série. Podemos, como humanos, sermos muito melhores do que apenas isso.

Pois na verdade somos humanos e não máquinas. Muito menos, devemos nos permitir sermos fantoches de interesses de quaisquer intelectuais orgânicos, que agem manipulando a população, do ímpeto de dividir para conquistar. Concluindo, vamos refletir sobre esta provocação filosófica? A quem interessa dividir para conquistar?

Afinal de contas como dizia a própria Frida Kahlo, tão próxima de Liev Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trótski: “Eu não quero que as pessoas pensem como eu penso. Eu quero que as pessoas pensem. “

Vamos pensar? A quem interessar dividir para conquistar? E que cada um fique com a sua resposta, respeitando o princípio do contraditório. Porém sempre se auto questionando sempre que possível e necessário.