A campanha de doação de sangue e medula óssea que está sendo organizada pelo Hospital Francisco de Assis (HFA) em parceria com a faculdade Doctum acabou envolvida em uma grande polêmica. É que um homem identificado como Carlos Amaral estava pedindo doações para a divulgação da campanhas, mas os representantes das instituições afirmam que ele não tinha autorização para isso.

Segundo o diretor da Doctum Leanderson Cordeiro, o homem abordou pelo menos quatro comércios pedindo doações e que nem a faculdade nem o hospital sabiam disso. “Nós tomamos conhecimento porque algumas pessoas ligaram para a faculdade perguntando se nós estávamos ciente de que uma pessoa estava pedindo patrocínio para esse evento usando o nosso nome e o do hospital. Mas, na verdade, não existe isso. Nós não estamos pedindo dinheiro de ninguém”.

Homem estava pedindo doações para a divulgação da campanhas.

Uma funcionária da faculdade presenciou o homem agindo e impediu a ação. “Ele estava em uma sorveteria aqui perto e por acaso, uma funcionária nossa chegou na hora e falou que a faculdade e o hospital não estavam pedindo dinheiro de ninguém”. O diretor relatou que Amaral chega a entregar um recibo aos comerciantes. “Ele até entrega um recibo em nome da Associação dos Doentes Renais Crônicos Transplantados do Espírito Santo (Adoretran)”.

Leanderson disse ainda que além de dinheiro, ele pede ajuda para a divulgação do evento. “No caso da sorveteria ele pediu R$ 130,00. Nós ficamos sabendo que ele chegou a ir a um supermercado, mas não pediu dinheiro. Lá ele pediu um carro de som para divulgar. Nos anúncios que ele faz pedindo dinheiro ele fala que vai ter a logomarca da empresa que ajudar em mil camisetas, em 500 quinhentos cartazes e também na divulgação em veículo de som que vai circular na rua”.

A médica responsável pela agência transfusional do HFA, Viviane Cunha relatou que foi procurada pelo Carlos Amaral e desconfiou da forma como ele falava. “Achei a conversa dele estranha. Ele não era objetivo e quando perguntei em que eu poderia ajudá-lo, começou a falar em dinheiro. Então disse que não era por aí e como estava sozinha com minha bebê, não tive como dar continuidade a conversa. Quando ele voltou a me ligar na última terça-feira falando que estava vindo no hospital para conversarmos eu falei com ele que tínhamos recebido uma denúncia de que ele estava indo aos comércios pedir doações em nome do hospital e da Doctum e que não tinha sido autorizado para isso”.

Carlos Amaral explicou que recebeu autorização. Foto: portal27

Doutora Viviane deixou alerta para que as pessoas não doem nada para quem procurá-las pedindo ajuda para essa campanha. “Em nome do hospital e da Doctum, comunico a população e ao comércio local que nós não autorizamos ninguém a pedir doações em dinheiro ou em qualquer outra espécie em nome das nossas instituições”. 

A médica disse ainda que tanto o hospital como a faculdade registraram uma ocorrência na Delegacia 5ª Regional de Guarapari.  “Nós abrimos um boletim de ocorrência na terça-feira. Também avisei o diretor da CDL e ele falou e que mandou um e-mail para todos os lojistas alertando que se passasse qualquer pessoa pedindo doação em nome do hospital ou da Doctum, era para chamar a polícia”.

Procurado pelo Portal 27, Carlos Amaral explicou que recebeu autorização da enfermeira da Comissão de Controle Hospitalar do HFA Carolina Pianca Maciel. “Passei para a Carol que iria fazer um levantamento e falar com as pessoas para poder fazer a publicidade e ela falou que não tinha problema nenhum. A partir do momento em que a doutora Viviane ligou e pediu que era para parar a gente parou”.

“A gente ligou para a doutora Viviane antes para conversar, mas ela marcou para a terça-feira. A gente já estava fazendo, esse que é o problema.  Foi feito e documentado para que as pessoas participassem da mídia de cartaz no custo de R$ 160,00”, disse Amaral.

Ele disse ainda que vai devolver o dinheiro de quem ajudou. “Ainda não foi feita a devolução porque paralisou ontem, mas isso a gente já está conversando com as pessoas. A gente já mandou um e-mail, vou ressarcir e não vou participar”.



A campanha de doação de sangue e medula óssea que está sendo organizada pelo Hospital Francisco de Assis (HFA) em parceria com a faculdade Doctum.

Carolina explicou que trabalhou na Secretaria Municipal de Saúde durante 6 anos e lá conheceu Carlos Amaral, que se apresentou como funcionário do Hemoes, e que por isso, ele participou do evento de doação de sangue realizado na cidade. Ela disse ainda que como o HFA tem que fazer ações para captar doadores, entrou em contato com ele. “Perguntei a ele se teria a possibilidade de trazer o ônibus, mas ele como funcionário do Hemoes porque até então todo mundo em Guarapari do setor de saúde conhece Amaral como do Hemoes. Ele disse que estava meio enrolado e pediu para eu ligar para a Fabiana. Foi ali que comecei o contato real com o Hemoes”.

Ela afirmou ainda que “ele me mandou uma mensagem perguntando quando seria a ação Então mandei um cartaz que fiz dizendo que o evento seria no dia 22. Aí ele me perguntou se poderia divulgar e eu falei que sim. Mas, foi como divulguei na minha rede social toda. Aí na semana passada é que chegou a informação de que ele estava fazendo busca nas lojas pedindo doação e quando liguei para o Hemoes, eles falaram que ele não é funcionário de lá. Não autorizei ele pedir doações nem esse ano nem ano nenhum”.

“O valor era pífio e vai ser devolvido”.

Amaral afirmou que foi funcionário do Hemoes no governo anterior e que sempre foi voluntário na Adoretran. Ele disse ainda que a associação sempre participou das campanhas de doação de sangue e ela ajuda na divulgação porque os doentes renais precisam de sangue quando são operados. “É interessante que o Hemoes tenha o maior volume de sangue possível. A Associação dos Doentes Renais participa porque toda vez que vai haver o transplante há a necessidade de sangue. Essa era a finalidade. O valor era pífio e vai ser devolvido”.

A diretora técnica Rachel Costa afirmou que ele não tem nenhuma ligação com o Hemoes.

O Portal 27 também procurou o Hemoes para saber se Carlos Amaral é ou já foi funcionário do órgão. A diretora técnica Rachel Costa afirmou que ele não tem nenhuma ligação com o Hemoes. “Ele não é e não foi funcionário do Hemoes. Não Conheço esse senhor chamado Carlos Amaral e ele não tem nenhum tipo de autorização ou parceria para pedir qualquer tipo de contribuição em nome do Hemoes”.

Ela também afirmou que o órgão não autorizou a Adoretran a pedir contribuições. “O objeto de trabalho do Hemoes é a doação de sangue e medula óssea. A gente não tem qualquer tipo de ligação com doentes renais de qualquer natureza então a gente não tem nenhum tipo de parceria com essa associação de doentes renais”.

Rachel disse ainda que não sabia que ele participou das campanhas realizadas em Guarapari e em Anchieta no ano passado. “Não tenho conhecimento disso e, inclusive, a gente pediu a faculdade Doctum que nos enviasse um documento formal questionando sobre ele ser ou não funcionário para que a gente possa oferecer denúncia em caso de um desvio de comportamento”. 

Ela também ressaltou que o Hemoes não pede doações para as campanhas de doação de sangue. “O Hemoes faz as parcerias com as instituições que nos pedem coleta externa, mas em momento nenhum pede qualquer tipo de contribuição seja financeira, de matérias ou qualquer natureza quando a gente faz nossas coletas externas”.

 

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5 COMENTÁRIOS

  1. Edson tome uma providência em frente ao edifício Maestri no centro de guarapari próximo ao Banco do Brasil colocaram um ponto de táxi sem dar direito a nós moradores de ter uma vaga para fazer um desembarque , acho um absurdo que venho reclamando aqui no portal r 27 e nunca tomaram uma atitude . Não quero me indentificar porque já fomos ameaçados,as calçadas estão tomadas de taxistas , nas portas das lojas atrapalhando o comércio , o modo mais fácil de resolver isso era passar para praça do radium hotel.

  2. com os ensinamentos do Governo os bandidos de menor escalão esta aprendendo continuem votando no
    PT PSDB PMDB PTB e DEMOCRATAS que vai ficar cada vez pior

  3. Kkkkkkk…fala sério que ninguém nunca chegou a identidade do cidadão? Está facinho né não?
    Morri foi de rir, aí tem!

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