Deputados da Comissão de Saúde, acompanhados de vereadores, visitaram as obras do Hospital Maternidade Cidade Saúde em Guarapari e debateram na Câmara Municipal as principais necessidades da área no município. As maiores críticas dos presentes foram em relação à atenção primária e serviços de baixa complexidade.

Secretária municipal de Saúde, Alessandra Albano apresentou um relatório que apontou o baixo orçamento como responsável pelas carências em serviços ofertados à população. De acordo com a gestora, o repasse recebido pela secretaria não é suficiente para cobrir sequer a folha de pagamento dos servidores, que atualmente chegaria a R$1,5 milhão.

A titular da pasta explicou ainda que em relação à aquisição de outra UTI móvel, o município de 124 mil habitantes seguiria as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece uma unidade para cada 150 mil moradores.

Colegiado visitou a obra do Hospital Maternidade Cidade Saúde e discutiu as principais demandas no município

“A saúde de Guarapari opera com receita baixa. Não conseguimos cobrir sequer os salários dos nossos funcionários. O déficit orçamentário é grande, mas a gestão está trabalhando estrategicamente para suprir as necessidades da população”, disse.

Vice-presidente da Comissão, Emilio Mameri (PSDB) enfatizou a importância de priorizar a atenção básica em saúde. “É uma área que precisa de estrutura forte e por isso deve ser pensada em primeiro lugar. Pois é na atenção básica que conseguimos diminuir os encaminhamentos para serviços mais complexos”, declarou.

Hospital. O colegiado visitou a obra do Hospital Maternidade Cidade Saúde e ouviu esclarecimentos dos engenheiros responsáveis pela execução e cobrou do secretário adjunto municipal de Saúde, Roberto Leal Aragão, o cumprimento do cronograma de entrega da unidade.

A obra, que conta com três pavimentos, está orçada em R$ 23 milhões e ficou paralisada durante 15 anos, foi retomada em 2018 e novamente paralisada durante cinco meses para ajustes técnicos no projeto. A construção, que conta com 40 operários e cuja conclusão está prevista para o final de 2020, divide a opinião pública, já que parte da população acredita que o município não conseguirá arcar com os altos custos de funcionamento do hospital.

Orientações.  Para o presidente do Colegiado, Doutor Hércules (MDB), é necessário que mecanismos sustentáveis sejam adotados de forma definitiva como ferramentas de gestão pública. Segundo ele, é possível que o hospital seja alimentado por energia fotovoltaica e sistema de captação e reutilização de água.

O colegiado visitou a obra do Hospital Maternidade Cidade Saúde e ouviu esclarecimentos dos engenheiros responsáveis pela execução e cobrou do subsecretário municipal de Saúde, Roberto Leal Aragão, o cumprimento do cronograma de entrega da unidade.

“Um hospital como o que está sendo erguido em Guarapari beneficiará amplamente os habitantes de toda a região. Se o prédio tiver sistemas inteligentes de abastecimento, além de conseguir ficar em funcionamento, poderá até gerar renda através da venda de energia excedente, captada pelas placas solares”, afirmou.

Morador de Guarapari, o deputado Carlos Von (Avante) cobrou diálogo entre poder público e sociedade. “Há inúmeras coisas que podem ser feitas para melhorar significativamente o acesso das pessoas aos serviços de saúde no município. Também precisamos entender que fomentar a estrutura da saúde básica é promover o turismo, que considera também estes fatores”, afirmou.

Por Silvia Magna – Com informações da Ales

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