Nesta sexta-feira (10) a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura (Sema) multou uma construtora em cerca de R$ 100 mil por cometer um crime ambiental em uma Área de Preservação Permanente (APP). A obra também foi embargada porque estava invadindo o Rio Perocão. Este já é o segundo caso em apenas 18 dias.

Para a realização da obra foi cometido o crime ambiental de supressão da vegetação em área de manguezal e aterro do Rio Perocão. Foto SEMA

O fiscal de meio ambiente que embargou a obra e prefere não ser identificado relatou que a Sema recebeu várias denúncias, vinha tentando localizar o proprietário e que hoje ele encontrou homens trabalhando na construção, localizada na rua Estaleiro. “Nós nunca encontrávamos ninguém lá, mas verificamos que houve movimentação de terra sem autorização. No momento da ação eu estava indo colar o adesivo de obra embargada porque não conseguia encontrar o proprietário e chegando lá encontrei três funcionários batendo a grama que seria distribuída pela área”.

Segundo ele, os fiscais não quiseram informar quem era o proprietário da obra e acabaram sendo conduzidos para a delegacia. “No momento da vistoria eles não colaboraram. Não abriram o portão, não se identificaram e não quiseram informar de jeito nenhum quem é o proprietário. Então solicitei o apoio da Polícia Militar e foi aí que eles começaram a colaborar. Depois eles foram conduzidos para a delegacia para prestar esclarecimento para o delegado, mas não foram presos em flagrante porque o crime ambiental já havia sido cometido e eles estavam só batendo a grama”.



Na ação a obra foi embargada pela Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura. Foto: Sema

Ainda de acordo com o fiscal, após a chegada da polícia, foi descoberto que a obra pertence a uma construtora e a empresa foi multada em cerca de R$ 100 mil. “Apliquei um auto de infração de 25 IRMG, que é a unidade fiscal de Guarapari. Isso dá aproximadamente R$ 100 mil porque eles fizeram a supressão da vegetação em área de manguezal e movimentação de terra, ou seja, o aterro até a beira do Rio Perocão, que fica em uma Área de Preservação Permanente”.

Além da multa, os responsáveis pela obra terão que comparecer a Sema. “Intimei eles para comparecer na Secretaria em até dois dias para prestar esclarecimentos”, afirmou o fiscal de meio ambiente. O nome da empresa não será divulgado por falta de contato da reportagem com a construtora. 

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5 COMENTÁRIOS

  1. Queremos e exigimos transparencia. Se está errado, tem que pagar. Nossa sociedade sofre muito com estas falcatruas. Tá na hora de unirmos para acabar com isto. Que a midia seja nossa afiliada para esa briga e vamoz brigar, lutar, e vencer. Tamo junto sem protecionismo da midia

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