O casal peruano Cinthya Elena Pezo Castro e Carlos Cuña estão vivendo um dos momentos mais difíceis de suas vidas.  A filha deles, Carla Judith Acuña Pezo, de 16 anos, desapareceu há três dias. A menina foi vista pela última vez na Praia do Morro.

A família mora em Guarapari desde 2015 e possui um comércio em uma feira na Praia do Morro. A mãe relata que na última quinta-feira (09), dia do desparecimento, Carla foi trabalhar com ela como faz normalmente e lá se desentendeu com a irmã menor, mas que pouco depois ficou tudo bem.

“Não briguei com ela porque compreendi que ela estava passando pelas pressões da adolescência, trabalhos na escola que ela se preocupa muito. Inclusive, ela fez a prova do Enem semana passada e teria que fazer amanhã de novo, mas ela não está aqui”, lamentou Cinthya.

De acordo com a mãe, a Carla saiu do trabalho para ir conversar com um amigo e nunca mais voltou. Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a mãe, Carla ainda pediu sua opinião sobre uma outra briga que teve com a namorada e depois pediu para ir conversar com um amigo. “Ela me pediu para ir conversar com o colega e eu deixei, mas dei 15 minutos para ela voltar. Fui olhar o relógio e eram 19h09. Ela foi e continuei fazendo as coisas. Depois os irmãos começaram a perguntar porque ela não voltava. Meu coração já estava apertado e fomos embora. Fui para casa para ver se ela estava lá”.

Cinthya disse que ao chegar em casa procurou a filha, mas não encontrou e avisou o marido, que estava em Belo Horizonte, Minas Gerais, sobre o desparecimento. “Fiquei no Facebook para ver se ela entrava e às 23h45 vi que ela ficou online então mandei mensagem perguntando onde ela estava e porque estava demorando, mas ela não respondeu”.

De acordo com a mãe, a adolescente  ligou por volta da meia noite do mesmo dia e falou baixinho, “mãe me desculpa, eu fiz tudo certo. Fui procurar o meu colega e não achei e quando estava voltando para a feira uma mulher morena me cercou perguntando informações sobre uma loja e de um momento para o ouro ela me abraçou e fiquei paralisada. Não sei o que eles me deram, mas me senti tonta”.

E completou. “Ela também me falou que tinha um outro cara com essa mulher e que levaram ela, mas que não sabia onde estava. Disse que estava em um quarto e tinha acabado de acordar. Perguntei de onde estava me ligando ela disse que era de um telefone fixo. Meu coração estava quase saindo do peito e falei com ela para procurar ver onde estava e ela me falou que ouvia vozes, mas não entendia o que estavam dizendo. Eu ouvia música e disse que eu a queria muito e que iria chamar a polícia. Ela me disse para chamar a polícia, por favor, e ir procurá-la”, relatou a mãe.

Carlos Acuña e Cinthya Elena Pez Castro estão desesperados por notícias da filha Carla Judith Acuña Pezo, que desapareceu há 3 dias. Foto: Rafaela Patrício

Esse foi o último contato com a família. Cinthya procurou a polícia e registrou o desparecimento da filha. Depois uma conhecida informou que tinha visto Carla por volta das 21h30 no calçadão da Praia do Morro com uma amiga no dia do desparecimento. Ela foi até a casa do pai da amiga da filha, mas não havia ninguém.



A mãe disse ainda que a filha já sumiu durante algumas horas recentemente, mas nunca ficou dias desparecida e que é uma garota responsável. “A Carla é uma menina que estuda de manhã e à tarde vai comigo para a feira. Ficamos lá das 15h30 até às 22h e depois volta para casa comigo. Ela não tem costume de sair sem falar comigo. Só teve um dia que ela saiu de manhã e chegou às 20h, mas não nos alarmamos tanto porque ela não pediu ajuda”.

Ameaças. Cinthya conta ainda que nesta sexta mandou uma mensagem do Facebook do marido para a filha às 11h45 e uma pessoa que ela acredita ser quem está com Carla respondeu fazendo ameaças. “Primeiro seis e pouco da manhã mandaram uma mensagem dizendo que ela seria entregue na minha casa quando acabassem de fazer os testes e às 11h45 mandei uma mensagem perguntando porque ela não voltava para casa. Às 19h20  mandaram uma mensagem dizendo que “Essa menina nunca mais vai voltar”. Meu esposo mandou uma mensagem perguntando porque estavam falando isso e disseram que “Porque estou sentindo o odor de sua dor daqui”.  Disseram que ela estava agonizando e tudo mais, isso foi um choque. Também mandaram esse tipo de mensagem para todos que procuraram ela pelo Facebook”.

Sendo a família, a adolescente sofria bulliyng na escola. Foto Arquivo Pessoal

De acordo com a mãe o amigo que Carla iria encontrar recebeu uma mensagem dizendo que ele iria se arrepender por não estar em casa naquele momento e que iria sentir a culpa para o resto da vida. Ela disse ainda que o jovem chegou oferecer dinheiro para que a amiga fosse libertada, mas não teve sucesso. Ela também afirmou que a filha seria incapaz de mandar esse tipo de mensagem. “Não acho que minha filha chegue ao extremo de brincar com nossa dor. Ela não é desse jeito, conheço ela. Até minha filha menor recebeu ameças e ela não faria isso. É  alguém que conhece todo mundo da minha família”.

Apelo. O pai pediu que os amigos não façam mais contato com a Carla por sua rede social para evitar que a pessoa que está respondendo as mensagens bloqueiem a conta. Ele também fez um apelo para que as pessoas o ajudem a localizar a filha. “Minha filha é uma menia de 16 anos e quero mesmo que ela volte para casa. Qualquer pessoa que me ajudar vou ficar eternamente grato. Qualquer informação verídica que tiverem dela agradeço se nos informarem. Por favor, suplico a qualquer pessoa seja pai, mãe ou jovem, me ajudem a encontrar minha filha. Se juntem nessa cruzada para encontrar minha filha Carla. Ela sofria bulliynd na escola como qualquer estrangeiro. Seja quaisquer os motivos que ela usou para vencer esse ataque  não corresponde com o que está acontecendo agora. Acredito que alguém raptou minha filha com outros propósitos”, disse Carlos.

Segundo a mãe, Carla está sem documentos e no dia em que desapareceu estava usando um casaco grosso verde escuro e uma calça laranja florescente, que à noite parece vermelha, e uma regata marrom. Quem tiver informações que ajudem a localizar a adolescente pode ligar para os pais no (31)98527-5530 ou com a polícia no Disque-Denúncia (181).

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6 COMENTÁRIOS

  1. Que historia!!!daqui a pouco a menina aparece e a familia náo vai querer comentar .tenho visto um monte de caso que o desfecho e esse.

  2. A policia de Guarapari demora demais a agir.Video monitoramento é de enfeite? Engraçado q quando teve a greve da policia, foi roubado um carro de um construtor e ele pediu ajuda direta ao prefeito o qual se prontificou imediatamente a ajuda lo e o carro foi localizado algum tempo depois, tudo visto pelo video monitoramento que seguiu os passos do assaltante.
    Pq no caso do sumiço dessa moça nao fizeram o mesmo?

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