Corpo de mulher desaparecida é encontrado em Guarapari; suspeito é reincidente em feminicídio

O corpo de Rosi Mari Marcelly Ayala, de 52 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição na tarde desta quarta-feira (27), dentro de um apartamento no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari. A principal linha de investigação da Polícia Militar aponta para o companheiro da vítima, com quem ela mantinha um relacionamento há apenas dois meses. O homem, natural de Caratinga (MG) e que já possui condenação anterior por feminicídio, está foragido.

O corpo de Rosi Mari Marcelly Ayala, de 52 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro de um apartamento no bairro São Judas Tadeu. A vítima estava desaparecida há cerca de 20 dias, período em que o suspeito usou o telemóvel dela para responder a familiares por mensagem de texto, fingindo que ela estava viva.

Desaparecimento. A desconfiança dos familiares começou após cerca de 20 dias sem conseguir contato por voz com Rosi Mari, segundo a Polícia. Durante esse período, as tentativas de ligação eram recusadas, e as únicas respostas vinham por meio de mensagens de texto escritas. O comportamento atípico levantou a suspeita imediata de que outra pessoa estivesse controlando o celular da vítima para simular que ela ainda estava viva.

Preocupados, os parentes pediram a ajuda de vizinhos e da proprietária do imóvel para averiguar o local. Ao utilizarem uma chave de serviço que dava acesso à lateral do apartamento, os envolvidos sentiram um forte odor vindo do interior da residência e acionaram a polícia, que confirmou o óbito.

Motivação e Histórico Criminal. De acordo com os registros policiais, o crime pode ter sido motivado por razões financeiras. Rosi Mari havia vendido recentemente um imóvel pelo valor aproximado de R$ 300 mil. O suspeito estaria tentando se passar pela vítima para intermediar a liberação e o recebimento desse dinheiro junto à corretora responsável, que desconfiou das mensagens e bloqueou a transação.

Além disso, o homem possui um histórico criminal extenso que inclui antecedentes por estelionato. “Ele é reincidente. Tem uma condenação por feminicídio, cumpriu cinco anos de pena e havia sido posto em liberdade”, detalhou um dos policiais militares envolvidos no atendimento da ocorrência.

Após o crime, o suspeito foi visto em Guarapari na terça-feira (26) e iniciou uma fuga em direção a Minas Gerais utilizando o automóvel da vítima, um Honda Fit.

Cerco Policial em Minas Gerais. Após o crime, o suspeito foi visto em Guarapari na terça-feira (26) e iniciou uma fuga em direção a Minas Gerais utilizando o automóvel da vítima, um Honda Fit. Ele passou pela região do Caparaó capixaba antes de cruzar a fronteira estadual.

 

As polícias Militar e Civil de Minas Gerais, em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), montaram um cerco tático na rodovia. O veículo foi localizado e interceptado na altura do município mineiro de Rio Casca. Ao ser abordado, o homem tentou atear fogo ao próprio corpo utilizando gasolina e, em seguida, fugiu a pé para uma área de mata densa. As buscas terrestres continuam intensas na região para tentar localizá-lo.

O caso está sob a condução da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. O corpo de Rosi Mari foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) em Vitória para a realização de exames necroscópicos que determinarão a causa exata e a data estimada da morte.

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