Enquanto os feirantes se esforçam para alcançar o maior número de assinaturas possíveis para que a feira seja reformada do jeito que existiu durante 17 anos, o dono do espaço, Ivan Louzada, concedeu entrevista à imprensa na tarde de hoje (26) e informou que o seguro do centro comercial não cobre as mercadorias perdidas.

Sr. Ivan explica que não tem condições financeiras para colocar a mercadoria de todos os feirantes de volta.

O proprietário revela que o seguro é da estrutura e custa cerca de R$ 600 mil por ano. “Nós não temos verba para indenizar 70 pessoas. Nosso seguro que de R$ 600 mil só cobre a remontagem da feira para funcionar nos mesmos moldes que era”, relatou.

No entanto, em paralelo ao seguro, Louzada afirma que vai ajudar os expositores no momento de pedir empréstimo. “Os produtos de cada lojista, nós estamos correndo em paralelo para conseguir alguma linha de crédito via Bandes ou outras linhas de crédito, para que cada um lance mão de uma verba para montar seu próprio espaço novamente”, explica o proprietário.

Até o mês de novembro, caso a prefeitura libere, os comerciantes poderão usar o espaço usado pelo parque, na orla da Praia do Morro. “O aluguel dos espaços e da tenda, além da parte elétrica para o funcionamento da feira serão divididos pelos 70 inquilinos. Será um custo simbólico, somente de manutenção, já que ninguém vai tirar proveito dessa situação. Com isso queremos que esses inquilinos possam levantar capital para quando a nova feira estiver pronta, eles possam voltar para o local e comercializar como era antes”, descreve.

O centro comercial vai passar pela última vistoria do Corpo de Bombeiros nesta quinta-feira.

Caso a nova feira não fique pronta até novembro, Louzada disse que haverá um plano B, que será uma nova área, também na orla, mas espera que até novembro a feira esteja pronta. Segundo ele, os feirantes querem que a feira volte para o mesmo local onde funcionou por 17 anos

Incêndio. Segundo o proprietário, Ivan Louzada, ainda não é possível dizer sobre as causas do incêndio, mas ele afirma que curto circuito está descartado.

“Verdadeiramente não posso dizer as causas do incêndio, mas a hipótese do curto circuito, eu não acredito, pois nossos disjuntores são desligados todas as noites às 22h. O único que fica ligado é o sistema de alarme da feira, e através das câmeras de segurança nós vimos que o sistema continuou funcionando. Se fosse um curto circuito, a linha elétrica que alimenta as câmeras teriam desligado”, concluiu.

 

Comments are closed.