Os deputados Vandinho Leite, Dr. Emilio Mameri (ambos do PSDB) e Capitão Assumção (PSL) utilizaram seu tempo na sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales) desta terça-feira (7) para criticar a Eco101. A concessionária é responsável pela duplicação de todo o trecho da BR-101 que corta o Espírito Santo.

Leite destacou que a empresa iria se beneficiar da obra do Contorno do Mestre Álvaro – que recebeu ordem de serviço do governo federal – e que por isso deveria pagar alguma condicionante. “(O Contorno) vai ser pago exclusivamente pelos cofres públicos, (a Eco101) vai receber de mão beijada e receber o pedágio em seguida”, apontou.

Deputado Capitão Assumção (PSL) ressaltou que seu projeto impede concessionárias com obras atrasadas de aumentar pedágio / Foto: Tati Beling

O parlamentar lembrou que em maio é feito o reajuste das tarifas de pedágio e que desde que a Eco101 assumiu a concessão houve aumento de 42%. “Dos 193 km que já deveriam ter sido duplicados, fizeram apenas 20 km. Ela vai ganhar mais um benefício porque não vai ter dispêndio nenhum. Eu sou um crítico das concessões, sou a favor das privatizações, mas com direitos e cobranças porque hoje só quem paga é a população”, afirmou.

Assumção ressaltou que projeto de sua autoria tinha como mote impedir que concessionárias que estejam com obras atrasadas sejam autorizadas a elevar as tarifas de pedágio. “Pedimos requerimento de urgência. É algo que vai contribuir para que essas falcatruas parem de acontecer”, avaliou.

Mameri salientou a importância da proposição do colega e reforçou que a duplicação da rodovia era fundamental para o desenvolvimento do estado e para a diminuição dos acidentes. “A concessão foi feita de maneira que dentro de um espaço de tempo iria apresentar tais resultados, o que, evidentemente, não aconteceu, e não pode elevar a taxa de pedágio numa situação como essa”, argumentou.

Ele ainda instou a Comissão de Infraestrutura da Casa a cobrar mais informações da Eco101 sobre o andamento das obras. “A sociedade capixaba sofre com estradas de péssima qualidade e não duplicadas, que aumentam os riscos de acidentes, de pessoas perderem suas vidas e ainda tem que arcar com preço exorbitante de um pedágio cobrado por uma empresa que não cumpre o contrato”, concluiu.

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