Cinco meses após assassinar João Roberto Corrêa, mais conhecido como “João Neguinho” ou “Neguinho Peroá”, o empresário e ex-sócio de uma casa noturna em Guarapari, Liniker Araújo do Carmo Martins é considerado foragido da justiça. A vítima foi assassinada com cinco tiros após se desentender com o assassino. 

O delegado da Delegacia de Crimes Contra a Vida, Tarik Halab Souki afirmou que Liniker confessou o crime.  “Nós apuramos que o autor é o Liniker Araújo do Carmo Martins, vulgo “Gordo”, após uma discussão com a vítima, executou-o. Inclusive, as testemunhas já informaram nesse sentido e até o próprio autor confessou o assassinato”, disse o delegado.

Liniker Araújo do Carmo Martins é considerado foragido da justiça

Segundo Tarik, com base nessas informações a prisão do empresário foi pedida, mas ele acabou fugindo. “Nós já relatamos esse inquérito pedindo a prisão e o Ministério Público no mesmo sentido confirmou a representação. O Judiciário concedeu a prisão e o Liniker está com o mandado de prisão em aberto porque está foragido. Nós não conseguimos prendê-lo até o momento, mas as investigações para isso continuam”, informou. 

Tarik explicou porque Liniker não foi preso logo após ter confessado o assassinato. “Até aquele momento ele estava colaborando com as investigações. Tinha uma residência fixa, compareceu espontaneamente a delegacia, confessou a autoria e indicou até testemunhas. Então até aquele momento não havia necessidade de prendê-lo”, explicou. 

João Neguinho foi assassinado na madrugada do dia 22 de maio com cinco tiros.

Ele contou que com o passar do tempo o empresário mudou de comportamento e por isso, sua prisão foi pedida. “No decorrer das investigações ele deixou de colaborar e passou a ser um perigo para a sociedade pelo fato de ainda estar andando armado. Ele não entregou a arma para a polícia e a possibilidade dele coagir testemunhas era grande, por isso, foi pedida a prisão”, disse o delegado. 

De acordo com o delegado, se for preso Liniker vai ser indiciado por homicídio qualificado e  pode pegar até 30 anos de prisão.

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