Funcionários da Samarco podem trabalhar no Pará

Para tentar minimizar os impactos na esfera trabalhista depois da suspensão das atividades, por causa do  rompimento da barragem em Mariana, a Samarco avalia alternativas para que os profissionais do Espírito Santo e de Minas Gerais que devem ser demitidos da empresa ao final deste mês, não fiquem desempregados.

samarco
Vagas. Atualmente, estão abertas cerca de 200 oportunidades, segundo informações no site da Vale.

A Samarco informou que “a fim de contribuir para recolocação profissional de seus empregados, a empresa tem divulgado internamente vagas disponíveis em outras empresas”. E o projeto da Vale em Carajás, no Pará, o S11D, empreendimento que inclui mina, usina e logística ferroviária e portuária, é um deles.

Vagas. Atualmente, estão abertas cerca de 200 oportunidades, segundo informações no site da Vale. O gerente-geral de Estratégia, Gestão e Informação da Samarco, Alexandre Souto, confirmou nesta terça-feira (31) essa possibilidade. “Temos buscado vagas na Vale, que tem nos apoiado como acionista desde o início, e ainda temos procurado no mercado e nas agências de recrutamento uma forma de realocação. Estamos buscando viabilizar alternativas. Afinal, temos uma mão de obra experiente e atrativa”, falou.

O diretor do Sindimetal, entidade que representa os trabalhadores no estado, Max Célio de Carvalho, afirmou que o remanejamento é uma boa opção e que “vários profissionais já demonstraram interesse”, caso venham a perder seus postos.

A iniciativa acontece paralelamente às discussões na empresa de quantos e quais empregados serão desligados do quadro com o término do regime de suspensão temporária de contrato, o layoff, em 25 de junho. Souto não adiantou de quais áreas, níveis hierárquicos e funções são as pessoas a serem cortadas. Mas a expectativa é de que cerca de 40% do quadro, ou seja, 1,3 mil empregos – aproximadamente 650 do Espírito Santo e 650 de Minas – sejam fechados.

Reunião Samarco
Representantes das comissões de Cidadania, Meio Ambiente e Infraestrutura da Casa, além do Ministério do Trabalho, sindicatos e a própria Samarco debateram as ações que estão sendo adotadas

Audiência pública. A preocupação com o fim dos postos de trabalho foi um dos pontos que motivou a realização de uma audiência pública, ontem (31), na Assembleia Legislativa. Representantes das comissões de Cidadania, Meio Ambiente e Infraestrutura da Casa, além do Ministério do Trabalho, sindicatos e a própria Samarco debateram as ações que estão sendo adotadas. Na reunião, foi criado um Fórum Nacional para debater a manutenção dos empregos, bem como agregar as informações relacionadas à empresa e ao acidente ambiental.

O superintendente do Ministério do Trabalho no Estado, Alcimar Candeias, contou que o órgão deve atuar como mediador nas negociações sobre empregabilidade. Um dos pontos que vai ser debatido é a adoção de um Plano de Demissão Voluntária, sugerido pelos sindicatos e ainda em análise pela Samarco.

Na audiência pública, o gerente da mineradora reforçou os esforços que estão sendo feitos, mas reconheceu que a expectativa de voltar a operar ainda neste ano está cada vez mais distante. “Já estamos trabalhando que esse prazo fique para 2017”, admitiu Souto, ao lembrar que quando a empresa voltar a operar, ela só o fará com 60% da capacidade.

Com informações do gazetaonline.

Compartilhe AGORA:

Picture of Redação

Redação

13 anos de compromisso com a notícia, de forma transparente, objetiva e cobertura responsável dos acontecimentos regionais e nacionais.
Acesse - www.portal27.com.br

Veja todos os posts deste autor >