Charlles Maioli, atleta, morador de Guarapari foi destaque no 24º Campeonato Militar Mundial de Taekwondo, garantindo o bronze na categoria Principal de 74kg. A competição ocorreu entre os dias 20 de novembro e 2 de dezembro, na cidade do Rio de Janeiro, com a participação de atletas de 29 países.

O atleta venceu os dois primeiros adversários, mas foi derrotado na semifinal pelo marroquino Khalid Daoudi. Charles destaca a importância do resultado, até mesmo por estar em uma categoria nova. “Foi um resultado bem expressivo para mim e para minha equipe, porque a gente ficou sabendo que eu ia disputar esse mundial numa categoria acima da minha uns dois meses antes, então a minha preparação foi toda mudada, eu tive que subir de categoria, tive que que me adaptar à nova categoria”, afirma.

Charlles Maioli no 24º Campeonato Militar Mundial de Taekwondo (foto de divulgação)

Mudança de categoria. Sabendo de seu grande desafio em ter que aumentar seu peso para se enquadrar na nova categoria e ainda em enfrentar adversários fortes, Charlles não desanimou em nenhum momento. “Muita gente assim achou que se eu esbarrasse com alguns atletas talvez não daria para mim, por ser uma categoria nova, mas eu estava muito confiante, meu treinador e os meninos estiveram comigo, porque a gente sabe da preparação que a gente teve. Passei por 3 meses me privando de tudo, fazendo uma dieta bem regular para aumentar o peso e me preparando, estudando lutas de adversário que eu sabia que eu podia pegar que nem o campeão mundial chinês das quartas de final”.

Técnico. Além da importância de seus colegas em sua preparação, Charlles Maioli destaca também o trabalho de seu treinador, o Leni Júnior. “A preparação para essa medalha foi muito esquematizada, foi feita à risca por mim e pelo meu treinador, o Leni Júnior e essa medalha veio por causa da nossa preparação, porque a gente foi avisado muito pouco tempo antes que a gente ia lutar nessa categoria aí, mas graças a Deus tudo certo, porque a gente seguiu essa programação que o meu técnico tinha para mim”.

Charlles Maioli – medalha de bronze no Campeonato Militar Mundial de Taekwondo (foto de divulgação)

Conquistas e torneios. Charlles que iniciou no Taekwondo ainda criança na academia de seu tio, se tornou profissional em 2007. O atleta já participou de várias competições: “em 2011 eu fui reserva dos jogos pan-americanos em Guadalajara, em 2012 eu fui reserva dos Jogos Olímpicos em Londres, em 2014 eu fui vice-campeão do festival Pan-americano, sou seleção brasileira há 4 anos seguidos e agora fui terceiro no mundial acho que é minha maior conquista, porque com essa medalha eu fico entre os três melhores do mundo”, afirma Charlles.

Planos para o próximo ano. Charles terá um breve recesso de fim de ano e retorna em janeiro com seus treinos, pois já tem algumas competições internacionais e deseja se preparar para o mundial do ano que vem, que vai ser em Manchester, na Inglaterra e o outro foco principal nosso são os jogos mundiais militares que vão ser em outubro, na China”. O lutador faz parte da seleção brasileira de Taekwondo e está classificado para disputar, neste ano, o Grand Slam que, segundo ele, o habilita para os circuitos mundiais e europeu.

Patrocínio. Eu acho que a maior dificuldade que todo atleta tem aqui é questão de Patrocínio, mas eu Graças a Deus tenho aeronáutica, que eu sou terceiro sargento da aeronáutica por ser atleta, então eu já tenho uma renda meio que legal pra continuar meu trabalho, mas assim são muitas competições por ano e acaba não dando. Patrocínio a gente não tem nenhum, nem eu, nem minha equipe, muitas vezes a gente tem que fazer circuito ou viajar para fora do país com nosso dinheiro para subir no ranking Mundial, para tentar chegar nas olimpíadas ou nos jogos pan-americanos. A aeronáutica me dá um suporte gigante, se não fosse a aeronáutica acho que eu não estaria mais no Taekwondo, acho que eu já teria aposentado.

Gratidão. Charlles dedica seu resultado aos que estão sempre com ele: sua família, seus amigos e ao treinador: “O Leni me trouxe de volta para Espírito Santo quando eu estava em Londrina já querendo encerrar minha carreira, novo, mas já querendo encerrar, ele me trouxe para o Espírito Santo, me deu todo o suporte, a gente passou por muitas dificuldades, que o Centro Olímpico de Vitória teve fim, aí a gente teve que arranjar um lugar para treinar sem dinheiro, mas ele nunca deixou de me treinar todos os dias, então eu acho que a maior conquista que eu tive assim foi por causa dele”.

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