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Maria da Penha Nogueira

Após dedicar 33 anos da sua vida para cuidar do filho com problemas mentais, Maria da Penha Nogueira de 69 anos foi morta no início da noite de hoje (8), por ele.

Adegildo Garcia de Nogueira de 33 anos causou a morte da mãe, após jogá-la em um vão onde antigamente era uma escada, no quintal de casa. O crime aconteceu por volta das 18h30, na Rua da Mata, no bairro Coroado, em Guarapari. O irmão de Maria, que mora na casa de cima, escutou os gritos e saiu para ver o que estava acontecendo. Maria da Penha estava coberta de sangue no chão e o filho estava rindo muito. “Eu não sei se ele a pegou no colo e arremessou-a lá pra baixo, ou se ele simplesmente a empurrou da escada”, contou Salvador Nogueira, irmão de Maria da Penha.

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Local onde Maria da Penha foi jogada pelo filho.
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Adegildo Garcia Nogueira

Além dos problemas mentais, Adegildo é surdo e mudo.  “Volta e meia ele quebrava a cama, os armários de dentro de casa, a cozinha”, conta o tio Salvador. “Ele já nasceu assim. E sua diversão é ir até o lixo, pegar restos de fio de energia para produzir brinquedos, mas quando ele se estressa com isso, quebra tudo e joga fora”, afirmou o tio.

“Ele realmente não entende o que aconteceu”, explica Salvador, dizendo que é a primeira vez que isso acontece. Maria da Penha ainda foi socorrida por uma equipe do corpo de bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Na queda, ela havia fraturado a perna e machucou muito a cabeça. “Quando ela saiu daqui, eu já havia sentido o pulso dela, e percebi que não estava reagindo”, conta Salvador. Maria da Penha Nogueira deixa sete filhos, sendo três mulheres e quatro homens, incluindo Adegildo.

Atualizado às 00h00

Ainda no final da noite de hoje (8), o delegado de plantão, Tiago Dorneles pediu a prisão de Adegildo Garcia. Ele foi autuado em flagrante, por homicídio. “Vai ser instaurado inquérito policial, para pedir ao juiz, constatar a sanidade mental detido”, explica o delegado.

Nesta sexta feira (9), Adegildo será encaminhado ao CDP de Guarapari, onde realizarão uma perícia, para comprovar os problemas mentais do suspeito. Sendo comprovada a situação mental do suspeito, ele será encaminhado à uma clinica de internação judiciária para tratamento psiquiátrico.

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