Ainda sem data para ser votado na Câmara Municipal de Guarapari, o projeto de lei que prevê a regulamentação das casas de aluguel para temporada no município está dando o que falar. Depois de uma reunião na semana passada com secretários municipais e membros da Associação de Proprietários de Imóveis para Aluguel em Guarapari (Apiguapa), agora é a vez de dar voz ao lado dos proprietários de hotéis e pousadas do município.

Foto: Gessika Avila/Portal 27
Gustavo Guimarães é diretor de Pequenos Meios de Hospedagem da sucursal da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Espírito Santo (ABIH-ES). Foto: Gessika Avila/Portal 27

O Portal 27 conversou com Gustavo Guimarães, diretor de Pequenos Meios de Hospedagem da sucursal da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Espírito Santo (ABIH-ES), que faz questão de deixar claro que isso não é uma guerra entre hotelaria e locatários de temporada. “Muito pelo contrário, eles também serão beneficiados”, afirma.

Gustavo diz que essa regulamentação será muito positiva para o município: “Essa adequação leva a um bom atendimento, a uma preocupação com o hóspede. E é isso que a gente quer. A gente queria que os turistas que saíssem daqui, que voltassem para a sua cidade, chegassem lá e elogiassem o serviço que lhes foi prestado aqui. Eu acho que isso traz um benefício para a cidade. Não é a hotelaria que vai ganhar, é todo um conjunto. E com isso a gente consegue qualificar um pouco o turista que vem para cá. Isso é um ganho indireto. A nossa defesa é em prol da cidade. É uma qualificação dos nossos serviços oferecidos para o turista”.

Ele ainda explica que a pessoa que está acostumada a alugar um imóvel em Guarapari não vai deixar de alugar para ficar hospedada em um hotel. “É até uma cultura da própria pessoa”, acrescenta.

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Gustavo diz que mesmo com a regulamentação, quem está acostumado a alugar um imóvel em Guarapari não vai deixar de alugar para ficar hospedado em um hotel.

Outro ponto defendido por Gustavo é que a prefeitura alega que existem casas sem estrutura nenhuma, nas quais deveria ficar uma pequena quantidade de pessoas, e nela se hospeda um ônibus inteiro, ou seja, mais de 40 pessoas. Ele também compara a regulamentação com a já existente em outras cidades no país: “Você tem hoje Balneário Camboriú com essa atividade, Búzios, que é muito forte com isso, Campos do Jordão também tem uma atividade como essa. E passa a normatizar, passa a valorizar mesmo o turismo”.

Quanto a questão do CNPJ, o diretor da ABIH-ES explica que hoje também existe o MEI (Microempreendedor Individual), que é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. “Não tem contador, não tem burocracia. As pessoas estão tirando essa licença hoje porque elas passam a ter uma série de vantagens”, afirma. Para saber mais sobre o MEI, clique aqui.

Para finalizar, Gustavo pede aos locatários que se conscientizem sobre o assunto e pensem nisso como uma melhoria. Ele também solicita aos vereadores que tentem entender o projeto: “Eu gostaria que os vereadores entendessem esse tipo de ação como um benefício para a cidade e ajudassem a colocar essa lei em discussão, em votação, para tentar regulamentar um pouco esse tipo de atividade”.

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